EUA não querem bases no interior da Colômbia, diz Clinton

Os Estados Unidos não buscam ter bases militares no interior da Colômbia, apenas o acesso a instalações para realizar operações conjuntas, declarou nesta terça-feira a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, após se reunir com o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez.

Redação com agências internacionais |

"Os Estados Unidos não têm e nem buscam bases dentro da Colômbia", declarou Clinton à imprensa, em referência ao recente acordo bilateral para que militares americanos tenham acesso a sete bases no território colombiano.

"Quero deixar claro o que este acordo permite e o que não permite. Primeiro, o acordo não cria bases americanas na Colômbia, e sim nos dá acesso" para operações conjuntas, destacou Clinton.

Estas operações, como as que ocorrem há uma década dentro do Plano Colômbia, deverão contar sempre com a autorização prévia do governo de Alvaro Uribe, disse a secretária de Estado.

O acordo também não implica em um aumento do pessoal militar americano na Colômbia.

Finalmente, Hillary Clinton lembrou que o acordo "não pertence a outros países", em clara referência às críticas de Venezuela e Equador.

Mais explicações

O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental, Frank Mora, também havia reiterado que "não vai haver nenhuma invasão" a países vizinhos a partir das bases colombianas, nesta terça-feira. Essas críticas são desinformação que faz parte do 'anti-ianquismo' que não tem lugar hoje", afirmou Mora em entrevista em Washington à emissora colombiana "La FM".

Mora respondeu desta forma às acusações do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que ressaltou repetidamente que os Estados Unidos se preparam para "invadir" o país a partir de bases colombianas.

De acordo com Mora, "o papel dos Estados Unidos na Colômbia não vai mudar com este acordo", já que se trata de "institucionalizar muitas coisas que já estão ocorrendo".

As negociações deste acordo entre Colômbia e EUA, que contempla o uso de até sete bases colombianas por parte de militares americanos para atividades antidrogas e de luta contra o terrorismo, foram concluídas, na sexta-feira passada, em Washington e agora só falta os dois governos assinarem.

Chávez foi o mais crítico a esse convênio, que despertou preocupação também entre outros líderes da região e levou a União de Nações Sul-americanas (Unasul) a convocar uma cúpula extraordinária de presidentes, que será realizada em Bariloche, sul da Argentina, no dia 28 de agosto.

"Quando os (países) vizinhos virem detalhes do acordo, verão que isto não busca contribuir para nenhuma tensão na região", informou Mora.

O subsecretário também esclareceu que o convênio não significa "trocar Manta por outra base na Colômbia", em referência à saída dos EUA dessa base equatoriana a partir de onde o país organizou operações antidrogas nos últimos dez anos.


(Com informações da EFE e da AFP)

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