EUA não pressionarão aliados sobre presos de Guantánamo--Pelosi

ROMA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não vai pedir aos aliados de Washington que recebam detentos do presídio de Guantánamo, a menos que tenham cidadãos presos lá, disse a presidente da Câmara dos Deputados norte-americana, Nancy Pelosi, nesta segunda-feira. Obama ordenou o fechamento da prisão na Baía de Guantánamo, em Cuba, até o final deste ano, mas o destino dos detentos segue incerto, particularmente daqueles que não podem retornar a seus países.

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Pelosi praticamente descartou que Obama vá pedir aos países da União Europeia que recebam alguns dos cerca de 245 presos mantidos em Guantánamo.

"Eu não acho que veremos o presidente pedir que países aceitem pessoas, a menos que sejam os países de origem", disse Pelosi a repórteres durante viagem à Itália.

O governo do ex-presidente George W. Bush fracassou em persuadir seus aliados, particularmente os da União Europeia, a abrigar detentos que não pudessem retornar aos seus países e que os Estados Unidos também não queriam aceitar.

Nesta lista estão chineses uigures que, de volta à China, sofreriam perseguição, e detentos líbios, uzbeques e argelinos.

Pelosi lembrou uma ordem de Obama para que fossem revistos os processos dos detentos de Guantánamo, alguns dos quais mantidos presos por anos sem julgamento.

O Pentágono diz que cerca de 520 detentos foram libertados de Guantánamo desde 2002. Outros 60 foram declarados aptos para transferência, mas seguem presos devido à pendências com outros governos.

(Reportagem de Phil Stewart)

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