EUA não podem se permitir cortes de McCain, diz ex-presidente do Fed

Washington, 13 set (EFE) - Os Estados Unidos não podem se permitir alguns cortes fiscais como os prometidos pelo candidato republicano à Presidência do país, John McCain, em seu programa eleitoral, afirmou hoje o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Alan Greenspan. A menos que cortemos a despesa, não são possíveis essas reduções impositivas, afirmou Greenspan em entrevista à Bloomberg TV, ao se referir a essa medidas, que foram situadas por alguns cálculos em torno de US$ 3,3 trilhões. Não sou partidário a financiar cortes tributários com crédito (...

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). Sempre vinculei esses cortes a uma redução da despesa", disse o ex-responsável pela política monetária americana.

McCain propõe financiar seus cortes fiscais, que incluem a redução de impostos às empresas, com uma diminuição de serviços governamentais e gastos no Congresso que considera desnecessários e uma reestruturação do sistema de previdência social e da assistência médica aos idosos.

Os democratas se apoiaram imediatamente nos comentários de Greenspan para atacar o programa econômico do candidato republicano, que, no ano passado, admitia que não conhecia muito sobre a economia do país.

Os gastos do Congresso que McCain propõe cortar, segundo os democratas, chegam a US$ 17 bilhões. "Isso é muito dinheiro, mas não cobre nem de longe os US$ 3,5 trilhões em cortes fiscais", afirmou a senadora pelo Missouri Claire McCaskill.

Por sua vez, a campanha de McCain alegou que os cortes fiscais só custarão US$ 600 bilhões em relação aos níveis atuais.

"A proposta de cortes fiscais do senador McCain é modesta em comparação a seus planos para diminuir o crescimento brutal da despesa federal", afirmou o porta-voz do candidato, Tucker Bounds.

O candidato republicano, que se opôs aos cortes fiscais aprovados pelo presidente George W. Bush em 2003, agora afirma que os manterá.

Barack Obama, o candidato democrata, disse que cancelaria esses cortes para as famílias que recebem mais de US$ 250 mil ao ano. Com esse dinheiro, financiaria reduções tributárias para as famílias de classe média e trabalhadora. EFE mv/db

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