EUA não acham destino para detidos em Guantánamo, diz diretor de Inteligência

Washington, 26 mar (EFE).- Os Estados Unidos não conseguiram definir os países para os quais serão enviados alguns dos 240 detidos que há na prisão de Guantánamo, disse hoje o diretor de Inteligência Nacional, Dennis Blair.

EFE |

Pela primeira vez desde que assumiu o cargo, Blair convocou uma entrevista coletiva, na qual falou de Guantánamo e também da crescente violência no México.

Segundo o funcionário, para conseguir fechar Guantánamo no prazo de um ano, como quer o presidente Barack Obama, o Governo dos EUA terá que resolver o que fazer com os detidos, muitos dos quais foram capturados no Iraque e no Afeganistão após os atentados de 11 de setembro de 2001, ainda durante o mandato de George W. Bush.

Blair confirmou hoje que alguns dos detidos considerados inofensivos talvez sejam libertados nos Estados Unidos.

Outros poderão ser julgados no país ou enviados a suas nações de origem para uma potencial reabilitação, acrescentou.

No entanto, há aqueles que não podem ser devolvidos porque, em seus países, podem acabar sendo torturados, como temem os EUA.

Esse seria o caso de 17 separatistas chineses muçulmanos, para os quais os EUA, que não quer entregar o grupo à China, não encontraram um país de destino.

"Não podemos colocá-los na rua", disse Blair na entrevista coletiva.

Além da decisão sobre o destino final dos prisioneiros, os EUA temem que alguns deles retornem às atividades terroristas.

O Pentágono acredita que aproximadamente 60 ex-detidos dos mais de 600 terroristas que o centro de Guantánamo já abrigou voltaram a atuar como "militantes".

Segundo a imprensa americana, que citam fontes do serviço secreto, dois deles agora seriam membros da Al Qaeda no Iêmen.

Sobre o México, Blair disse que país "não corre o risco de se tornar um Estado fracassado".

Na opinião dele, a violência é um sintoma da luta que o presidente do México, Felipe Calderón, declarou aos narcotraficantes mexicanos. EFE ojl/sc

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