EUA mostram preocupação sobre liberdades na Mauritânia

Nuakchott, 12 abr (EFE).- Os Estados Unidos expressaram à Junta Militar que dirige a Mauritânia desde 6 de agosto do ano passado sua profunda preocupação com a falta de respeito às liberdades civis desde o golpe de Estado, segundo um comunicado da embaixada americana em Nuakchott.

EFE |

"Entre os exemplos mais recentes, estão a rejeição em autorizar manifestações pacíficas e a repressão violenta de manifestações não autorizadas", afirma a delegação, em sua nota.

Segundo o texto, "a Polícia reprimiu, em 2 de abril, o encontro entre o presidente da Assembleia Nacional, Messaoud Ould Boulkheir, e o militante pró-direitos humanos e declarado pelo Departamento de Estado 'herói da luta contra o escravismo moderno', Boubacar Ould Messaoud".

Naquele dia, uma marcha da Frente Nacional de Defesa da Democracia (FNDD), contrária ao golpe, foi dissolvida pela Polícia, que utilizou gás lacrimogêneo.

Segundo os EUA, "Ould Boulkheir foi atacado com gás lacrimogêneo", enquanto "Ould Messaoud foi agredido até ficar inconsciente", diz o comunicado, que reitera a chamada de Washington ao retorno da ordem constitucional na Mauritânia.

A Junta Militar dirigida pelo "homem forte" do país, Mohammed Ould Abdelaziz, convocou eleições presidenciais na Mauritânia em 6 de junho, mas o FNDD e o líder da oposição parlamentar, Ahmed Ould Dadah, já manifestaram sua intenção de boicotá-las. EFE mo-er/an

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