EUA minimizam vínculo de Bin Laden com atentado frustrado

WASHINGTON (Reuters) - O fato de Osama bin Laden ter reivindicado a responsabilidade da Al Qaeda para o frustrado atentado aéreo de 25 de dezembro mostra que ele busca ter sua glória refletida e não necessariamente que tenha sido o mentor da trama, disse uma autoridade dos EUA nesta segunda-feira. Em gravação divulgada no domingo pela TV Al Jazeera, uma voz atribuída ao militante de origem saudita elogia o nigeriano acusado de tentar explodir um voo entre Amsterdã e Detroit e promete novos ataques contra os EUA.

Reuters |

Daniel Benjamin, coordenador de contraterrorismo do Departamento de Estado, disse que o envolvimento de Bin Laden é improvável. "Ele está fazendo o que, para Bin Laden, é uma estratégia testada e verdadeira, de certa forma se associando a isso e dessa forma tentando obter parte da glória refletida do momento, se é que se pode chamar assim", afirmou Benjamin a jornalistas.

"Bin Laden está tentando colocar suas impressões digitais em praticamente qualquer coisa que acontece há anos, e a esse respeito acho que estamos meio que acostumados a isso."

A Al Qaeda do Iêmen reivindicou inicialmente a autoria do frustrado atentado, que desencadeou forte repressão do governo iemenita a militantes islâmicos.

Funcionários norte-americanos de Defesa e contraterrorismo dizem que os EUA estão discretamente fornecendo equipamentos militares, de inteligência e treinamento ao Iêmen para destruir esconderijos da Al Qaeda.

Governos e analistas ocidentais temem que a Al Qaeda iemenita se torne mais violenta, assumindo o vácuo deixado pelas perdas da Al Qaeda "original" no Afeganistão e Paquistão.

Benjamin disse que Bin Laden --cuja família tem origens iemenitas-- e outros dirigentes da Al Qaeda provavelmente estão em contato com a facção iemenita, mas não a controlam diretamente.

A relação "é provavelmente mais estreita do que entre a liderança máxima da Al Qaeda e quaisquer outras afiliadas, mas isso não significa que haja um comando e controle de qualquer forma."

Para ele, a cúpula da Al Qaeda fornece apenas "diretrizes amplas, prioridades gerais de alvos, coisas assim."

(Reportagem de Andrew Quinn)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG