EUA mantêm juros e governo não vê queda no desemprego

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) decidiu nesta terça-feira manter a meta da taxa básica de juros dos Estados Unidos inalterada, entre zero e 0,25% ao ano, em meio à previsão de que o desemprego no país, hoje em cerca de 10%, não irá cair tão cedo. A decisão do Fed reflete a preocupação com o ritmo lento de recuperação da economia dos Estados Unidos após a crise financeira global, especialmente no tocante a contratações.

BBC Brasil |

O Fed diz que há sinais que indicam que a atividade econômica continua a se fortalecer e o mercado de trabalho está se estabilizando nos Estados Unidos.

No entanto, diz um comunicado do órgão, "os empregadores se mantêm relutantes em aumentar suas folhas de pagamento".

No comunicado, o Fed afirma que os juros devem se manter "em níveis excepcionalmente baixos por um grande período".

A taxa básica de juros americanos se mantém no mesmo nível desde dezembro de 2008.

Após a reunião, o Fed também anunciou o fim de uma das medidas de apoio implementadas durante a crise.

O comunicado afirma que a compra de US$ 1,25 trilhão (cerca de R$ 2,21 tri) de títulos lastreados em hipotecas está próxima do fim, e que as transações remanescentes serão executadas até o fim do mês.

Desemprego
Em depoimento ao Congresso, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse que é pouco provável que a taxa de desemprego, atualmente em 9,7%, caia neste ano.

"Devido ao crescimento normal na população e ao fato de que alguns trabalhadores devem ser reintegrados à força de trabalho à medida que a economia se fortalece, é geralmente necessário um crescimento de mais de 100 mil empregos por mês para fazer com que a taxa de desemprego caia", disse Geithner.

"Como não esperamos um crescimento de mais de 100 mil empregos por mês durante o resto do ano, nós não esperamos novas quedas expressivas na taxa de desemprego neste ano", afirmou o secretário.

Desde o início da recessão nos Estados Unidos, em dezembro de 2007, foram perdidos 8,4 milhões de empregos no país.

Segundo o secretário, a previsão é de que no último trimestre de 2011, essa taxa esteja em 8,9%, e no último trimestre de 2012, caia para 7,9%.

"À medida que o ritmo de criação de empregos aumentar em 2011 e 2012, é provável que haja um maior progresso na redução do desemprego", disse Geithner.

"No entanto, devido ao grande impacto que a recessão teve no mercado de trabalho, a taxa de desemprego deve permanecer elevada por um longo período."

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