Brasília, 18 (EFE).- A embaixada dos Estados Unidos em Brasília divulgou hoje um comunicado no qual manifestou a decepção do Departamento de Estado por uma decisão judicial que obriga a um menino americano permanecer no Brasil.

"Uma intenção fundamental da Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças é o retorno imediato das crianças sequestradas ou retidas ilegalmente a seus lugares de residência habitual", diz a nota.

O comunicado se refere à situação do pequeno Sean Goldman, de nove anos, e a uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça que suspendeu uma decisão de um tribunal do Rio de Janeiro, que nesta quarta-feira tinha ordenado o retorno da criança aos Estados Unidos.

Sean Goldman nasceu nos Estados Unidos e viveu nesse país até o ano de 2004, quando sua mãe, a brasileira Bruna Bianchi, o trouxe para o Brasil em princípio em férias e jamais retornou.

A partir do Brasil, Bianchi se divorciou de Goldman, obteve a guarda de Sean e pouco depois casou-se com um advogado carioca.

No ano passado, a mãe de Sean morreu devido a complicações em um parto e o menino permanece sob a custódia de seus avôs maternos e de seu padrasto, que tentam que o pequeno permaneça no Brasil. EFE ed/dm

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