Os Estados Unidos estão "profundamente decepcionados" com os preparativos birmaneses para as eleições legislativas, antes do fim do ano, que provavelmente não terão legitimidade internacional, afirmou o emissário americano para Mianmar.

Os Estados Unidos estão "profundamente decepcionados" com os preparativos birmaneses para as eleições legislativas, antes do fim do ano, que provavelmente não terão legitimidade internacional, afirmou o emissário americano para Mianmar.

"O que vimos até o momento nos faz pensar que estas eleições não terão legitimidade internacional", afirmou o subsecretário de Estado americano para a Ásia do Leste e o Pacífico, Kurt Campbell.

"Apesar de estarmos muito decepcionados com a resposta das autoridades, eu continuo inspirado pelas pessoas com as quais me reuni que não pertencem ao governo", declarou após um encontro com líderes da oposição.

A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar há vários anos, se reuniu nesta segunda-feira com o emissário americano, que viajou a Yangun para discutir sobre as próximas eleições legislativas, das quais a Prêmio Nobel da Paz foi excluída.

Kurt Campbell, adjunto da secretária de Estado americana Hillary Clinton, e a dirigente da oposição foram levados em automóveis diferentes para uma residência de convidados do governo.

Suu Kyi e Campbell não apareceram em público juntos. Também não fizeram declarações antes ou depois do encontro, que teve duração de uma hora e 45 minutos.

Campbell já se encontrara com Suu Kyi em novembro de 2009 em Yangun.

O emissário recebeu a missão, como parte da nova política do presidente Barack Obama, de retomar o diálogo com a junta militar de Mianmar, um dos regimes mais fechados e isolados do mundo.

Os militares prometeram eleições no fim do ano, mas acabam de dissolver a Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido da líder dissidente.

hla/fp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.