EUA libertarão um dos presos mais jovens de Guantánamo Bay

O advogado militar americano que representa um dos detidos mais jovens da prisão de Guantánamo Bay afirmou nesta quarta-feira que seu cliente será libertado. Mohammed Jawad no Afeganistão em 2002, foi preso quando ainda era adolescente, depois de ser acusado de jogar uma granada contra um jipe, ferindo dois soldados americanos e um intérprete.

BBC Brasil |

Na sexta-feira, autoridades dos Estados Unidos afirmaram que não havia caso militar que justificasse a continuação da detenção de Jawad e que ele não era mais considerado um preso militar.

O advogado dele, Eric Montavlo, disse à BBC que irá pedir a libertação imediata do seu cliente.

Mas o Departamento de Justiça dos EUA pediu que Jawad continue detido enquanto as autoridades preparam um caso criminal contra ele, o que pode levar até três semanas.

'Vitória'
Depois de detido, em 2002, Jawad foi transferido para Guantánamo Bay, onde permanece preso.

Os advogados do jovem fizeram diversas campanhas por sua libertação, argumentando que a confissão de Jawad havia sido obtida sob tortura por oficiais afegãos.

Em outubro de 2008, um juiz militar considerou a confissão inadmissível e no dia 16 de julho, o juiz Huvelle considerou o caso do governo americano contra Jawad como um "escândalo".

Na última sexta-feira, foi anunciado que ele não era mais considerado um preso militar.

"Depois de sete anos de injustiça, a decisão foi uma vitória para a lei", disse Montalvo.

"Finalmente viramos a página em Guantánamo", disse o advogado ao correspondente da BBC em Washington Jonathan Beale.

Analistas acreditam que a decisão pode abrir um precedente na libertação de detidos da prisão de Guantánamo Bay.

Logo após assumir a Presidência, em janeiro, Barack Obama pediu o fechamento da prisão.

Desde o pedido, autoridades do governo americano estão revisando arquivos de casos dos detidos de Guantánamo Bay numa tentativa de determinar os prisioneiros que devem enfrentar um julgamento criminal, quais enfrentarão comissões militares, quem será libertado e que presos não podem nem ser libertados nem julgados.

Obama afirmou que quer a prisão fechada até janeiro de 2010.

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