EUA lançam programa de auxílio a crianças e mulheres indianas

Nova Délhi, 12 jun (EFE).- A agência americana para o desenvolvimento internacional (Usaid) lançou hoje um programa de saúde de auxílio a crianças e mulheres indianas para o qual destinará durante os próximos cinco anos cerca US$ 13,5 milhões, com o objetivo de aliviar a situação desses setores da população no norte do país asiático.

EFE |

A iniciativa terá seu centro de ação nas regiões indianas mais empobrecidas e onde são registradas altas taxas de mortalidade infantil.

"Nosso objetivo é conseguir melhoras reais nas vidas das mulheres e crianças", disse o diretor da missão da Usaid na Índia , George Deikun, citado pela agência de notícias "Ians".

"Liderados pela Usaid, nossos parceiros indianos ajudarão para que a iniciativa seja bem-sucedida", disse.

Deikun assegurou que a Usaid agirá em coordenação com o Ministério da Saúde da Índia para conseguir os melhores resultados.

O secretário do Ministério da Saúde indiano, Naresh Dayal, disse que a Índia precisa de "instituições que trabalhem em escala global" e que decidam fornecer "assistência técnica" ao Governo para ajudar a implementar seus programas.

Segundo a "Ians", de cada mil crianças que nascem na Índia, cerca de 60 morrem, enquanto aproximadamente 300 mães perdem a vida durante ou depois do parto.

À pobreza e a falta de condições higiênicas que eleva as taxas de mortalidade infantil, se une o problema dos abortos seletivos, uma das grandes questões enfrentadas pelo Ministério para a Mulher e o Desenvolvimento Infantil, dirigido por Renuka Chowdhury.

Em 2007, Chowdhury anunciou sua intenção de espalhar berços em várias regiões do país para que os pais possam abandonar ali seus recém-nascidos quando não queiram criá-los.

O Governo indiano calcula que a cada ano mais de um milhão crianças são abandonadas por seus pais logo depois de nascerem, embora a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef ) estime que este número passe 2,5 milhões se somados os abortos de fetos e os assassinatos após o parto. EFE amp/rr

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