EUA lançam novo plano de resgate financeiro de US$ 1,5 tri

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, anunciou nesta terça-feira um plano de resgate do sistema financeiro que prevê um gasto de US$ 1,5 trilhão para ajudar bancos em dificuldades e melhorar a oferta de crédito no país. A iniciativa, chamada de Pacote de Estabilidade Financeira, prevê um aumento de US$ 200 bilhões para US$ 1 trilhão nas verbas de um programa de empréstimos do Federal Reserve Bank (FED, o Banco Central americano).

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O pacote prevê uma ampliação desse programa do FED, anunciado originalmente em novembro para ajudar pequenos empresários, estudantes e consumidores.

Além disso, US$ 500 bilhões do plano de Geithner serão destinados a uma espécie de fundo de investimento público e privado que irá comprar papéis podres de instituições em dificuldades.

De acordo com o secretário, a capacidade de investimento desse fundo poderá ser ampliada para US$ 1 trilhão.

"Nós estamos agora explorando uma gama de diferentes estruturas e vamos buscar a opinião da opinião pública à medida que desenvolvamos esse programa", disse Geithner.

"Neste momento, partes críticas de nosso sistema financeiro estão danificadas", explicou.

"Em vez de catalisar a recuperação, o sistema financeiro está trabalhando contra recuperação, e essa é uma dinâmica perigosa que nós precisamos mudar."
Geithner disse que o plano deve criar novos empregos e restaurar o fluxo de crédito para empresas e pessoas físicas.

No entanto, ele advertiu que o plano envolve riscos, pode demorar para funcionar e que os Estados Unidos ainda pode passar por períodos em que a situação da economia poderá piorar.

O anúncio do secretário do Tesouro foi feito no mesmo dia em que o Senado americano aprovou, por 61 votos a 37, um pacote de estímulo econômico que o presidente americano, Barack Obama, diz ser vital reverter os efeitos da crise econômica no país.

O pacote, de US$ 838 bilhões, deve agora ser modificado em reuniões entre membros do Senado e da Câmara dos Representantes - que aprovou a proposta anteriormente, mas em uma versão diferente da submetida a votação pelos senadores - antes de seguir para sanção presidencial.

As propostas aprovadas pelo Senado e pela Câmara são parecidas, mas há diferenças importantes no tocante às prioridades de gasto e a uma proposta de expansão do programa de assistência médica federal Medicaid.

O pacote aprovado pela Câmata também prevê mais verbas para escolas e governos locais, enquanto o texto do Senado prevê mais cortes nos impostos.

Outra diferença é em relação à cláusula "Buy American" (compre produtos americanos, em tradução livre), que previa que somente aço, minério de ferro e manufaturados produzidos nos Estados Unidos poderiam ser usados em projetos contemplados pelo pacote.

Na semana passada, o Senado decidiu amenizar a cláusula, acusada de ser protecionista, ressaltando que a restrição "deve ser aplicada de uma maneira que contemple as obrigações dos Estados Unidos em acordos internacionais".

Leia mais na BBC Brasil: Senado dos EUA ameniza cláusula de preferência por produtos americanos
Obama acredita que o pacote possibilitará a criação de até quatro milhões de empregos no país.

O presidente americano já disse que espera poder sancioná-lo até no máximo o dia 16 de fevereiro, segunda-feira.

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