EUA lamentam 'crescente isolamento' de Israel no Oriente Médio

Secretário de Defesa lembrou país que sgurança não só depende de força militar, mas também da diplomacia

EFE |

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, lamentou na sexta-feira o "crescente isolamento" de Israel no Oriente Médio e lembrou ao país de que a segurança não só depende da força militar, mas também da diplomacia. Em discurso no centro de estudos Brookings Institution em Washington, Panetta lembrou que Israel tem uma "responsabilidade compartilhada" no objetivo tanto dos EUA quanto do Estado judaico de buscar apoio na região para seus interesses.

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AP
Panetta fez discurso na Brookings Institute(foto de arquivo)

"Acho que a segurança depende de um Exército forte, mas também de uma diplomacia forte. E infelizmente, no último ano, vimos crescer o isolamento de Israel em relação a seus aliados tradicionais para a segurança na região", destacou o ministro da Defesa. Panetta pediu a Israel que aja para reverter essa tendência, algo que poderia fazer, "por exemplo, aproximando-se e reconciliando-se com aqueles que compartilham um interesse na estabilidade regional: países como Turquia e Egito, assim como a Jordânia".

O secretário de Defesa defendeu especialmente uma reconciliação entre Israel e Turquia - ambos aliados dos EUA na Otan - e afirmou que transmitirá essa mensagem aos turcos quando visitar seu país, dentro de duas semanas. Turquia e Israel vivem uma profunda crise diplomática desde o ataque israelense à chamada Flotilha da Liberdade em 2010, quando militares israelenses mataram oito ativistas civis turcos e um turco-americano.

Em relação ao Egito, Panetta insistiu que o Estado judaico deve resolver suas preocupações sobre a agitação política no país aumentando sua comunicação com as novas autoridades egípcias, e não "afastando-se delas".

Como fez em sua primeira visita a Israel como chefe do Pentágono, em outubro, Panetta voltou a destacar a responsabilidade de Israel no estagnado processo de paz com a Palestina.

Ele afirmou que, em vez de "enfraquecer" a Autoridade Nacional Palestina, Israel deveria "fortalecê-la", mediante "vias de cooperação" como a "transferência contínua de receitas procedentes dos impostos aos palestinos".

Panetta rejeitou o argumento de que a instabilidade no Oriente Médio colocaria em risco uma tentativa de ressuscitar o processo de paz, ao assegurar que "os Estados Unidos são capazes e estão dispostos a garantir a segurança de Israel". "Agora é o momento de que Israel avance para uma solução negociada de dois Estados", reiterou.

Panetta também aproveitou o discurso para criticar o programa atômico iraniano . "Não há desafio maior para a segurança e prosperidade do Oriente Médio do que um Irã munido de armas nucleares".

Segundo ele, o Departamento de Defesa possui "um amplo leque de opções militares" de contingência contra Teerã, e o presidente Barack Obama não descartou o uso da força caso a ameaça nuclear da República Islâmica se faça evidente. "Quando se trata do risco colocado pelo Irã, o presidente deixou claro que não descartamos nenhuma opção."

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