Por Randall Mikkelsen WASHINGTON (Reuters) - A lista norte-americana de suspeitos de terrorismo sob observação atingiu 1 milhão de itens, relativos a cerca de 400 mil pessoas, e uma importante entidade disse na segunda-feira que esse número é grande demais para que possa ser eficaz.

O governo Bush discordou, dizendo que essa lista é uma das ferramentas mais efetivas implementadas desde os atentados de 11 de setembro de 2001 -- quando uma lista federal com pessoas proibidas de embarcar em vôos comerciais continha apenas 16 nomes.

A União Americana das Liberdades Civis divulgou uma nota e convocou entrevista coletiva para divulgar a marca de 1 milhão de registros.

A entidade disse que a lista afeta os deslocamentos de milhões de passageiros e deveria ter critérios mais rígidos, permitindo que as pessoas contestassem sua inclusão e melhorando os procedimentos para retirar nomes incluídos erroneamente.

Na nota da ACLU, o diretor de tecnologia Barry Steinhardt disse que essa marca é 'um símbolo perfeito daquilo que está errado com a abordagem deste governo para a segurança: é injusto, descontrolado, um desperdício de recursos (e) trata os direitos dos inocentes como uma coisa secundária'.

A atual lista foi criada em setembro de 2003, unificando sob a supervisão do FBI várias listas que estavam sendo mantidas.

Cerca de 50 mil suspeitos de terrorismo ou ligação com o terror estão presentes só na lista da Administração da Segurança dos Transportes, o que pode implicar prisão, proibição do embarque ou revistas especiais.

Personalidades como o senador Edward Kennedy, o ex-ativista e hoje deputado John Lewis e o cantor muçulmano Yusuf Islam (ex-Cat Stevens) já tiveram problemas com a lista, o que críticos dizem ser uma prova das suas falhas.

O Centro de Varredura do Terrorismo, que mantém a lista, já adotou várias medidas para garantir que ela seja precisa e atualizada, segundo seu porta-voz Chad Kolton.

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