Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - O suspeito de colocar um carro-bomba na Times Square, em Nova York, está cooperando com os investigadores, que buscam detalhes sobre seus contatos no Paquistão, adiando por tempo indeterminado o comparecimento a um tribunal, disseram autoridades da área de segurança nesta quarta-feira.

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Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - O suspeito de colocar um carro-bomba na Times Square, em Nova York, está cooperando com os investigadores, que buscam detalhes sobre seus contatos no Paquistão, adiando por tempo indeterminado o comparecimento a um tribunal, disseram autoridades da área de segurança nesta quarta-feira.

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EUA investigam vínculo de suspeito de bomba em NY com exterior

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - O suspeito de colocar um carro-bomba na Times Square, em Nova York, está cooperando com os investigadores, que buscam detalhes sobre seus contatos no Paquistão, adiando por tempo indeterminado o comparecimento a um tribunal, disseram autoridades da área de segurança nesta quarta-feira.

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Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - O suspeito de colocar um carro-bomba na Times Square, em Nova York, está cooperando com os investigadores, que buscam detalhes sobre seus contatos no Paquistão, adiando por tempo indeterminado o comparecimento a um tribunal, disseram autoridades da área de segurança nesta quarta-feira.

Faisal Shahzad, de 30 anos, que nasceu no Paquistão e se tornou cidadão norte-americano no ano passado, é acusado de tentar matar e mutilar pessoas com um carro-bomba no coração de Manhattan na noite de sábado. Autoridades desativaram a bomba.

Indiciado com cinco acusações relacionadas a terrorismo, ele poderá pegar prisão perpétua se condenado, a menos que negocie uma sentença menor em troca de cooperação.

Ele ainda não tinha um advogado de defesa e ainda não foi marcada uma audiência, disse a fonte, falando sob a condição de anonimato porque há uma investigação pendente.

Uma outra fonte disse que ele estava cooperando com os investigadores, indicando que ele poderá abrir mão do direito de comparecer ante um juiz dentro das primeiras 48 horas após sua prisão, ocorrida na noite de segunda-feira.

"Ele estava dando detalhes intrincados sobre o que ele fez no exterior", disse a fonte da área de segurança dos Estados Unidos familiar com a investigação. "Houve uma determinação de que não havia ninguém mais na área (de Nova York) para alvejar."

Promotores dizem que Shahzad, filho de um vice-marechal-do-ar, levou uma bomba caseira de gasolina, gás propano, fogos de artifício e fertilizante para a Times Square em um carro e deixou o local.

Autoridades desativaram a bomba e mais tarde capturaram Shahzad, retirando-o de um avião da companhia aérea Emirates que ia de Nova York para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Os promotores afirmam que ele recebeu treinamento para fabricação de bombas no Paquistão, para onde planejava voltar. A fonte da área de segurança disse que os investigadores acreditam que o Taliban paquistanês tenha financiado o treinamento.

Vários familiares de Shahzad foram presos no Paquistão depois de ele ter sido retirado do avião, afirmaram autoridades paquistanesas.

O comissário da polícia de Nova York, Ray Kelly, disse na noite de terça-feira querer "aprender o máximo que pudermos com ele, queremos aprender sobre o treinamento, quem deu o treinamento, onde aconteceu."

Kelly disse que esse foi o 11o atentado evitado na cidade de Nova York desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center, que mataram mais de 2.600 pessoas.

O presidente Barack Obama disse que a investigação vai buscar determinar se Shahzad tinha alguma ligação com grupos extremistas estrangeiros.

No domingo, o Taliban paquistanês reivindicou a autoria do atentado frustrado, que seria uma vingança pela morte de dois dirigentes da Al Qaeda no Iraque e pelo envolvimento dos Estados Unidos em vários países islâmicos.

Alguns funcionários dos Estados Unidos duvidaram da declaração, mas Mehmood Qureshi, chanceler paquistanês, disse à CBS News que se tratou de "uma retaliação".

"Não sejamos ingênuos. Eles não vão ficar sentados elogiando que você os elimine. Eles vão lutar de volta. E temos de estar prontos para essa luta."

(Reportagem adicional de Edith Honan e Michelle Nichols, em New York; de Jeremy Pelofsky, em Washington; e de Zeeshan Haider, em Mohib Banda, no Paquistão)

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