EUA investigam turbulência que afetou avião que partiu do RJ

(atualiza com declarações de agência e número de passageiros do voo). Miami, 3 ago (EFE).- As autoridades dos Estados Unidos investigam as causas das fortes turbulências que afetaram hoje um avião da companhia Continental Airlines, deixando 26 feridos, quatro deles com fortes contusões, e obrigou o aparelho a fazer um pouso de emergência em Miami.

EFE |

Kathleen Bergen, porta-voz da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, afirmou que a turbulência atingiu nesta madrugada o avião entre Porto Rico e a ilha Grand Turk, ao norte da República Dominicana.

O voo 128 da Continental Airlines voava com 179 passageiros a bordo e fazia o trajeto Rio de Janeiro-Houston, nos Estados Unidos.

Durante a madrugada o avião atravessou uma turbulência 80 quilômetros a norte da República Dominicana.

Devido à repentina e brusca mudança de altitude, 26 pessoas ficaram feridas, das quais 14 tiveram que ser internadas em hospitais, quatro destas em "condições sérias, mas não críticas", disse à Agência Efe Alejandra Castro Nuñez, porta-voz do Departamento de Bombeiros do condado de Miami-Dade, Flórida.

Após a turbulência passar, o capitão do avião entrou em contato com a torre de controle do aeroporto internacional de Miami e pediu uma pista para aterrissar, operação que realizou às 6h30 (de Brasília).

Bergen afirmou que não era conveniente estabelecer "paralelos e tirar conclusões" a partir de outros casos e disse que estavam investigando as causas da turbulência.

A maior parte das pessoas que foram hospitalizadas em diferentes centros médicos da cidade sofre "dor no pescoço e nas costas", e algumas delas decidiram fazer exames por apresentarem cardiopatias antes do acidente, afirmou a porta-voz.

Em declarações à rede de televisão "FOX", um dos passageiros explicou que nunca tinha tido uma experiência parecida durante uma viagem e que a turbulência durou apenas dez segundos, mas sacudiu todos de baixo para cima.

A fonte comentou que tudo aconteceu tão rápido que muitos passageiros quase não tiveram tempo de colocar o cinto de segurança quando se acenderam as luzes de emergência. EFE emi/an-db

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