EUA iniciam operação Novo Amanhecer no Iraque

Cerimônia em Bagdá marca nova fase de EUA no país árabe, um dia depois do fim das missões de combate americanas

EFE |

O Exército dos Estados Unidos começou uma nova etapa de sua presença no Iraque com a operação "Novo Amanhecer", celebrada nesta quarta-feira em um ato em Bagdá, em que o vice-presidente americano, Joe Biden, declarou o fim oficial da missão de combate .

Reuters
Cerimônia de transferência de comando no Campo da Vitória em Bagdá, Iraque, um dia depois de fim das missão de combate dos EUA no Iraque
"A operação Liberdade Iraquiana terminou, mas o compromisso dos Estados Unidos com o Iraque continuará com a missão que começa hoje, a operação Novo Amanhecer", disse Biden durante a cerimônia realizada na principal base militar americana, Camp Victory, nos arredores de Bagdá.

A "Liberdade Iraquiana" começou com a invasão americana no Iraque , em março de 2003, e acabou formalmente na terça-feira, embora o último batalhão de combate dos EUA tenha saído do país em 18 de agosto .

Com a nova missão também houve uma mudança no comando militar americano no país. O atual comandante das forças americanas no Iraque, general Ray Odierno, passou as responsabilidades para o general Lloyd Austin.

Ele ficará responsável pelos cerca de 50 mil soldados americanos que continuam no Iraque para se dedicar a tarefas de treinamento e formação até sua retirada no final de 2011, de acordo com o pacto de segurança assinado entre os países em dezembro de 2008.

Biden disse que a cerimônia desta quarta-feira "não só supõe uma mudança de comando, mas o começo de um novo capítulo nas relações com o Iraque". "Nosso objetivo não é só conseguir a segurança do Iraque e sua prosperidade econômica, mas desenvolver laços comerciais, culturais e educativos", afirmou.

Além de Biden e dos responsáveis militares dos EUA e Iraque, também estiveram presentes na cerimônia o secretário de Defesa americano, Robert Gates, e os ministros iraquianos de Defesa, Abdul Qadir Obeidi, de Assuntos Exteriores, Hoshiyar Zebari, e do Interior, Jawad al Bulani.

O novo comandante do Exército americano no Iraque incentivou as Forças Armadas e a polícia iraquianas a assumir a situação para proporcionar segurança. "O desenvolvimento das Forças de Segurança iraquianas foi significativo e recomendo que tomem o comando e proporcionem segurança", disse Austin em seu discurso.

Ele também explicou que, na nova etapa, os EUA ajudarão as Forças de Segurança iraquianas a aumentar suas capacidades e a proporcionar uma defesa nacional com assessoria, assistência, treino e equipamento.

Apesar de destacar o desenvolvimento significativo das forças iraquianas, Austin advertiu que ainda ficam desafios, já que o Iraque "faz frente a um inimigo hostil que está determinado a pôr fim ao progresso e continuará buscando oportunidades".

AP
Policiais iraquianos fazem guarda em posto de controle em Basra, a segunda maior cidade do Iraque, um dia depois do fim das missão de combate dos EUA no país
Seu antecessor, Odierno, fez um revisão dos mais de sete anos de presença militar americana no Iraque. "Estivemos juntos em tempos difíceis, lutamos juntos, rimos e, às vezes, choramos juntos", disse Odierno, que ressaltou a cooperação e o "extraordinário sacrifício" dos soldados da força multinacional e de seus colegas iraquianos. "Nunca nos esqueceremos dos mais de 4 mil americanos e dos milhares de iraquianos que morreram por seu país, além dos milhares de feridos", disse Odierno.

Gates elogiou a tarefa desempenhada por Odierno, que aplicou uma estratégia nos últimos três anos com a extensão das capacidades e a redistribuição das forças americanas em "uma das operações logísticas mais complexas da história".

Na cerimônia nenhum líder iraquiano discursou, embora o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, tenha declarado na terça-feira que o Iraque é um país "soberano e independente" ao fim da missão de combate dos EUA.

O Ministério do Interior iraquiano informou que um total de 426 pessoas morreram em ações de violência no Iraque no mês de agosto, um número inferior ao registrado no mês anterior, de 535.

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