EUA iniciam discussão sobre gays no serviço militar

Por Will Dunham WASHINGTON (Reuters) - O governo Obama está organizando discussões preliminares sobre a proibição de membros abertamente homossexuais no serviço militar, disse neste domingo o assessor nacional de segurança da Casa Branca James Jones.

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O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu durante a campanha que mudaria essa regra, mas a questão tem recebido menos atenção hoje em meio ao trabalho do governo em temas como a economia e as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Jones disse não saber se essa política --conhecida como "não pergunte, não conte"-- será abandonada, e indicou uma abordagem cautelosa.

"Temos muitas coisas na nossa mesa agora. Isso tem que ser tratado no momento certo... para que seja feito da maneira correta", disse Jones no programa "This Week", da rede de televisão ABC.

Questionado se essa política será revogada, Jones disse: "Não sei... O presidente tem dito que é a favor (de revogar). Vamos apenas esperar. Vamos ter que esperar e ver."

As atuais regras não permitem que o Exército pergunte a orientação sexual dos militares, mas abrem a porta para que as pessoas que admitem ser homossexuais sejam expulsas.

Essa política foi aprovada pelo Congresso em 1993.

"Tivemos discussões preliminares com a liderança do Pentágono, com o secretário (de Defesa Robert) Gates, e com o chefe do Estado-maior (almirante Mike Mullen)", disse Jones.

"Isso será discutido da maneira como o presidente faz as coisas, ou seja: bem deliberativa, bem refletida, buscando todos os lados da questão", acrescentou Jones, general aposentado que já foi comandante dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

Uma oficial do Exército assumidamente homossexual divulgou neste mês a resposta de Obama a uma carta enviada por ela para condenar a atual política.

Obama escreveu: "é por causa de norte-americanos fora de série como você que eu me comprometi em mudar a atual política. Ainda que leve algum tempo para isso terminar (em parte porque precisa de atuação do Congresso), eu pretendo cumprir meu compromisso!"

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