EUA inauguram um novo complexo diplomático em Bagdá

Os Estados Unidos inauguraram nesta segunda-feira sua nova embaixada em Bagdá, um enorme complexo situado na chamada zona verde, o setor ultraprotegido da capital, que custou mais de 700 milhões de dólares.

AFP |

"É o início de uma nova era para o Iraque e o início de uma nova era nas relações entre os Estados Unidos e o Iraque", declarou o embaixador dos Estados Unidos em Bagdá, Ryan Crocker, em um discurso pronunciado na presença do presidente iraquiano Jalal Talabani e do número dois do Departamento de Estado, John Negroponte.

Os diplomatas já haviam se transferido para anova sede há várias semanas, mas a bandeira americana só foi hasteada nesta segunda, quatro dias depois de os americanos devolverem ao Iraque o Palácio republicano, a ex-residência do ditador iraquiano Saddam Hussein, onde estavam instalados desde a invasão do país em 2003.

Segundo o Washington Post, o departamento de Estado pagou 736 milhões de dólares pela construção desta mega-embaixada: um complexo de 21 prédios, que a transforma na representação diplomática americana mais importante do mundo.

O elevado custo obrigará os EUA a lugar uma parte do complexo.

A antiga embaixada, situada a alguns metros de distância, deve virar a residência oficial do presidente Jalal Talabani.

O Palácio republicano foi construído no início dos ano 50 pelo último rei do Iraque, Faisal II. Saddam Hussein o ampliou nos anos 90 e o adotou como sua residência. Foi o palácio presidencial do ex-ditador iraquiano até a invasão americana em 2003.

Ele foi a sede da Autoridade Provisória da Coalizão (CPA), que dirigiu o país até junho de 2004. Depois da dissolução da CPA, o departamento de Estado americano instalou sua embaixada no edifício.

O Palácio se tornou o epicentro da 'Zona Verde', o setor superprotegido no centro de Bagdá onde ficam as sedes das administrações iraquianas, a repartição da ONU e as principais embaixadas ocidentais.

O Iraque assumiu na quinta-feira passada o controle da 'Zona Verde', o símbolo da ocupação americana, poucas horas depois da expiração do mandato da ONU sobre a presença dos soldados da coalizão.

"Temos o direito de considerar este dia como o do retorno da soberania e do início de um processo para recuperar cada parte de nosso território", declarou na ocasião o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, diante de dirigentes civis e militares iraquianos.

"Este Palácio é o símbolo da soberania iraquiana, e é uma mensagem dirigida a todos os iraquianos: recuperamos nossa soberania", acrescentou Maliki, anunciando que o dia 1 de janeiro será a partir de agora um "feriado nacional".

Com o fim do mandato da ONU e a entrada em vigor de acordos bilaterais de segurança assinados entre Bagdá, Londres e Washington, as autoridades terão um controle maior sobre sua segurança, mesmo se as tropas estrangeiras, e principalmente os 146.000 soldados americanos, permanecerão no Iraque.

ak/cn

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