EUA impõem novas sanções contra o Banco Central do Irã

Em carta, Obama diz que 'as práticas enganosas' do Banco Central iraniano levaram à adoção de medidas mais rígidas

iG São Paulo |

O presidente americano, Barack Obama, ordenou nesta segunda-feira novas e mais rígidas sanções dos Estados Unidos contra o governo do Irã , incluindo o Banco Central.

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AP
Obama faz discurso do Estado da União no Capitólio em Washington, EUA (25/1/2012)

Em carta enviada ao Congresso nesta segunda-feira, Obama disse que as sanções adicionais estavam garantidas por conta "particularmente à luz das práticas enganosas do Banco Central do Irã e de outros bancos iranianos". Ele disse que os problemas incluiam transações escondidas de partes sancionadas, além do deficiente programa iraniano contra a lavagem de dinheiro e o "risco inaveitável" que as atividades iranianas representam para o sistema financeiro internacional.

As sanções contra o Banco Central foram incluídas à lei promulgada por Obama no final do ano passado para pressionar o Irã. A Casa Branca informou que Obama assinou a ordem executiva para aprovar as sanções no domingo.

As novas medidas ocorrem enquanto o governo americano tenta aumentar a pressão contra Teerã para que abandone seu controverso programa nuclear ao mesmo tempo em que procura dissuadir Israel de lançar um ataque unilateral contra o país persa, uma ação que poderia desequilibrar o Oriente Médio e sacudir a economia global.

Obama disse no domingo que não acredita que Israel tenha decidido se vai ou não atacar o Irã e que ainda é possível resolver o impasse diplomaticamente.

Irã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, enquanto o ocidente acusa o país trabalhar para desenvolver uma bomba atômica.

Nas últimas semanas, os EUA e a União Europeia ampliaram as sanções contra o setor petrolífero do Irã, parte fundamental em sua economia.

Em Washington, o Comitê Bancário do Senado  já havia aprovado mais medidas contra Teerã na semana passada. A medida, que ainda não é uma lei, iria se voltar contra a Guarda Revolucionária Iraniana, exigir que as empresas que fazem comércio nas Bolsas de Valores americanas divulguem qualquer negócio relacionado ao Irã à Comissão de Segurança e Comérico, e expandir punições no setor energético.

Com AP e Reuters

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