EUA: Grupo de mulheres famosas lança campanha contra pobreza feminina

Uma influente associação de mulheres famosas, entre líderes políticas, ativistas e religiosas e estrelas de Hollywood, lançou neste domingo em Washington uma grande campanha para ajudar as meninas e mulheres pobres de todo o mundo.

AFP |

"Qualquer especialista em desenvolvimento sabe que para que um país possa progredir, é necessário dar oportunidades às mulheres e educar as meninas. É assim que queremos combater a pobreza", afirmou a ex-presidente irlandesa Mary Robinson na abertura de uma conferência na catedral nacional de Washington.

Centenas de pessoas lotaram o local para expressar seu apoio ao lançamento da campanha da "Women, Faith and Development Aliance" (WFDA, Aliança para a Mulher, a Fé e o Desenvolvimento), que já arrecadou 1,481 bilhão de dólares para seu combate.

Mary Robinson, a ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright, a ex-primeira-ministra canadense Kim Campbell e a atriz Ashley Judd, que também apóiam o projeto, assistiram junto às centenas de participantes a um espetáculo colorido de danças e músicas.

Personalidades como a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a rainha Noor da Jordânia, e a primeira-dama americana, Laura Bush, também aderiram à iniciativa.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNPFA) assumiu o compromisso de contribuir com 500 milhões de dólares, que pagará em vários anos, para combater a mortalidade materna e conter a violência contra as mulheres.

A ONG Islamic Relief prometeu 43 milhões de dólares para melhorar a educação, a saúde e o acesso à água para mais de um milhão de meninas e mulheres.

A companhia Johnson & Johnson também apóia a WFDA.

De acordo com números da ONU, as mulheres representam 70% dos pobres e dois terços dos analfabetas de todo o mundo. Além disso, elas possuem menos de 1% das terras.

As mulheres e meninas pobres também sofrem da violência sexual, sobretudo em zonas de conflito como por exemplo a província sudanesa de Darfur.

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