Washington, 13 set (EFE).- O Governo dos Estados Unidos anunciará nesta semana que os presos no Afeganistão terão direito a recorrer da prisão e chamar testemunhas para deporem em sua defesa, segundo publicaram hoje dois jornais americanos.

As novas regras vão favorecer cerca de 600 prisioneiros da base militar de Bagram, ao norte de Cabul, que atualmente não têm acesso a advogados e nem sequer sabem o motivo pelo qual estão presos, divulgaram "The Washington Post" e "The New York Times".

Ambos os jornais atribuem às informações a fontes governamentais anônimas e organizações de direitos humanos. Cada preso vai ter o apoio de militar - sem formação em Direito - que o ajudará a analisar as provas contra eles, inclusive as informações secretas, e fará a convocação de testemunhas indicadas pelos prisioneiros.

Uma junta militar vai analisar caso a caso e determinar se os detidos devem ser libertados, entregues às autoridades afegãs ou mantidos sob custódia americana.

O sistema é semelhante ao estabelecido pelo Governo de George W.

Bush, sob pressão do Tribunal Supremo, para analisar os presos de Guantánamo, em Cuba.

As fontes do "Washington Post" afirmam que o sistema em Bagram será melhor, porque ao contrário do que ocorreu na ilha caribenha, no Afeganistão os presos terão a chance de encontrar testemunhas em seu favor.

Desde julho, os detidos em Bagram não recebem visitas da Cruz Vermelha e de suas famílias e se negam a fazer higiene íntima, em protesto por suas prisões por tempo indefinido, de acordo com os jornais. EFE cma/dm

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.