EUA formulam acusações a 43 membros de cartéis de drogas do México

O Governo dos Estados Unidos formulou nesta quinta-feira acusações em Brooklyn (Nova York) e em Chicago contra 43 pessoas nos Estados Unidos e no México, entre eles dez supostos líderes de grupos mexicanos, disse o procurador-geral, Eric Holder.

EFE |

Três dos supostos líderes acusados são Joaquín "el Chapo" Guzmán Loera, Ismael "el Mayo" Zambada García, e Arturo Beltrán Leyva que estão entre os traficantes mais poderosos no México e lideram ou lideraram as organizações conhecidas como Cartel de Sinaloa e Federação.

A Procuradoria, que abriu quatro processos em Brooklyn e oito em Chicago, afirma que entre 1990 e dezembro de 2008 esses três líderes e outros foram responsáveis por contrabando aos Estados Unidos e pela distribuição de quase 200 toneladas de cocaína.

Eles também são acusados de ter distribuído quantidades adicionais de heroína e de transferido ilegalmente dos Estados Unidos ao México mais de US$ 5,8 bilhões em dinheiro obtido com a venda de drogas nos Estados Unidos e no Canadá.

Uma das acusações em Brooklyn indica que o cartel de Juárez recebeu no México carregamentos de várias toneladas de cocaína procedente do cartel colombiano Norte del Valle e das desmobilizadas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Esse último grupo foi descrito pelo Departamento de Justiça americano como "uma organização paramilitar e grande traficante de droga".

As acusações em Chicago indicam que as quadrilhas mexicanas organizaram seu contrabando de cocaína a partir de países sul-americanos e centro-americanos, passando pelo México em direção aos Estados Unidos, com o uso de aviões 747, submarinos, navios de contêineres, lanchas, ônibus, vagões de ferrovia e caminhões.

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