Pequim, 19 nov (EFE).- Dois meses após o escândalo do leite adulterado que matou quatro bebês chineses, a Agência de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA, na sigla em inglês) abriu hoje em Pequim seu primeiro escritório no exterior com o objetivo de garantir a qualidade das maciças importações americanas de produtos chineses.

O acordo, que é recíproco, permitirá à China instalar seus escritórios nos EUA para controlar os produtos que importe, em local e data a decidir, disse o ministro da Saúde chinês, Chen Zhu, segundo informou hoje a rede de televisão "CFTV".

"Está aberta uma nova via de cooperação entre os países e somente será para melhorar", disse Chen sobre este escritório, que será seguido por outros em Cantão e Xangai, e em janeiro, na América Latina.

Durante a inauguração da sede em Pequim, o Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Mike Leavitt, disse que é necessária uma nova estratégia para acabar com a insegurança de exportações chinesas que semearam o pânico nos últimos meses, pois as compras ao gigante asiático pelos EUA foram de US$ 2 trilhões em 2008.

"Diante desse volume, é impossível inspecionar tudo na fronteira.

É preciso mudar a estratégia. É preciso inserir qualidade em cada elo da cadeia", indicou.

Na semana passada, as autoridades sanitárias dos EUA retiveram na fronteira alimentos chineses, principalmente bebidas e chocolates.

Leavitt e o comissário da FDA, Andrew Von Eschenbach, destacaram que serão usadas tecnologias modernas para detectar qualquer eventual contaminação, mas também é necessária a responsabilidade nas empresas e uma maior troca de informação.

Em setembro, quatro bebês morreram e outros 50 mil ficaram doentes na China após beberem leite adulterado com a substância melamina. EFE pc/jp

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