Johanesburgo, 24 set (EFE).- As ameaças de um grupo que seria uma cisão da rede terrorista Al Qaeda causaram esta semana o fechamento durante dois dias das instalações diplomáticas dos Estados Unidos na África do Sul, informa hoje o jornal sul-africano The Star.

O jornal, que cita "fontes bem informadas" dos serviços de segurança, indica que "o grupo telefonou para a Embaixada dos EUA em Pretória na segunda-feira passada e, aparentemente, detalhou planos para eventuais atentados contra vários edifícios do Governo americano na África do Sul".

As fontes também disseram, segundo o jornal, que os telefonemas, "que se acredita que tenham origem na África do Sul, foram interceptados pelos serviços secretos dos EUA", e acrescentaram que o grupo "deve ter base na África".

Entre os edifícios ameaçados, segundo o "Star", estariam a Embaixada e o Escritório de Cooperação (Usaid) dos Estados Unidos em Pretória.

A recente morte na Somália, em 14 de setembro, do queniano Salah Ali Salah Nabhani, dirigente da Al Qaeda, teria sido o estopim das ameaças, acrescenta o jornal.

A embaixada, os escritórios consulares e as outras instalações do Governo dos Estados Unidos na África do Sul permaneceram fechadas na terça e quarta-feira desta semana por "ameaças à segurança", que não foram precisadas nem por autoridades americanas nem pelas sul-africanas.

Hoje, feriado na África do Sul, anunciou-se que as instalações, ao redor das quais a Polícia sul-africana reforçou a segurança, reabrirão amanhã. EFE cho/an

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