EUA fazem novas acusações contra suposto mentor do 11 de Setembro

Preso em 2003 no Paquistão, Khalid Sheik Mohammed é acusado de conspiração e assassinato em massa

iG São Paulo |

Procuradores militares americanos apresentaram novas acusações contra o autor confesso dos atentados do 11 de Setembro de 2001, Khalid Sheik Mohammed, e quatro supostos cúmplices detidos na prisão de Guantánamo.

As acusações de conspiração e assassinato em massa devem ser anunciadas na noite desta terça-feira, de acordo com fontes envolvidas nos tribunais de crimes de guerra na Base Naval dos Estados Unidos em Cuba.

Durante o governo do ex-presidente George W. Bush (2001-2009), todos os cinco réus foram acusados nos tribunais de tramar os ataques, que mataram quase 3 mil pessoas nos Estados Unidos em 2001.

As acusações, que preveem pena de morte, foram derrubadas, enquanto o governo do presidente americano, Barack Obama, tentou levar os julgamentos a um tribunal federal civil em Nova York, perto do local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center, destruído nos ataques terroristas por aviões sequestrados.

No fim do ano passado, no entanto, a decisão foi contestada por autoridades locais e parlamentares, que preferem ver os réus submetidos a um tribunal militar por questões de segurança. Além disso, os tribunais militares limitam parte do direito de defesa.

Em dezembro, o Congresso impôs restrições à possibilidade de julgar presos de Guantánamo em tribunais civis americanos - uma proposta defendida por Obama. Por causa disso, o líder decretou o restabelecimento das comissões militares, suspensas no começo de seu mandato, para julgar alguns dos presos.

O Congresso dos EUA também limitou rigidamente a transferência de presos como Mohammed a partir de Guantánamo, exigindo uma notificação prévia e relatórios sobre os possíveis riscos da operação.

Além de Mohammed, um líder da Al Qaeda capturado no Paquistão em 2003, os réus incluem seu sobrinho, Ali Abdul Aziz Ali, assim como Walid bin Attash, Ramzi Binalshibh e Mustafa Ahmed al Hawsawi.

*Com Reuters

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