EUA extradita implicada em sequestro e morte de empresário mexicano

México, 25 set (EFE).- As autoridades dos Estados Unidos extraditaram ao México Brenda Quevedo Cruz, uma das implicadas no sequestro e homicídio do empresário Hugo Alberto Wallace Miranda, ocorrido em 2005, informou hoje a Procuradoria da República (PGR).

EFE |

Hugo Alberto Wallace foi sequestrado em julho de 2005 por uma quadrilha dirigida por um ex-policial, depois que ele seduzisse a amante do líder do grupo.

A captura de vários membros dessa organização criminosa se deve em grande parte aos esforços da mãe de Wallace, Isabel Miranda, que desenvolveu uma intensa campanha para localizar e apanhar a todos os membros dos sequestradores.

Uma das estratégias adotadas por ela mulher foi pagar grandes anúncios colocados nas ruas da capital mexicana, nos quais oferecia recompensas a quem desse qualquer informação sobre o paradeiro de seu filho, de 36 anos, ou dos suspeitos de seu sequestro.

Durante os interrogatórios um dos implicados no sequestro afirmou que Wallace morreu no cativeiro por causa de um infarto, mas o corpo do empresário ainda não foi encontrado.

A PGR indicou que as autoridades americanas entregaram a Brenda Quevedo, após um julgamento de extradição, para ser submetida a julgamento penal no México por sua "provável responsabilidade no delito de delinquência organizada e privação ilegal da liberdade na modalidade de sequestro".

Sobre ela pesava uma ordem de detenção ditada pelo juiz décimo sexto de distrito de processos penais federais no Distrito Federal.

De acordo com a investigação, a quadrilha integrada por Brenda Quevedo Cruz, Jacobo Tagle Dobin, Juana Hilda González Lomelí, César Freyre Morales, Alberto e Tony Castillo Cruz planejaram e seqüestraram Wallace Miranda e obtiveram por sua liberdade US$950 mil.

Brenda Quevedo fugiu aos Estados Unidos e foi detida pelas autoridades do país em novembro de 2007 em Louisville, Kentucky, já que a Chancelaria mexicana enviou a solicitação de detenção provisória com fins de extradição.

Após um prolongado processo, no último dia 20 de agosto, as autoridades americanas informaram ao México que um juiz americano tinha aprovado a extradição de Quevedo para que possa ser submetida a julgamento no México.

A PGR indicou que a extraditada será reclusa no instituto penal de Santa Martha Acatitla da capital mexicana. EFE jrm/fk

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