Nuakchott, 28 jul (EFE).- Os Estados Unidos expressaram sua vontade de trabalhar com o novo presidente mauritano eleito nas urnas, Mohammed Ould Abdelaziz, autor do golpe de Estado de agosto de 2008.

"Estamos impacientes para trabalhar com o presidente Abdelaziz e com seu Governo nos múltiplos desafios que seu país enfrenta", afirmou a Embaixada dos EUA em Nuakchott, em comunicado divulgado hoje.

A nota afirma que "EUA tomam nota da decisão definitiva do Conselho Constitucional da Mauritânia, declarando que Mohammed Ould Abdelaziz foi eleito presidente" no primeiro turno das eleições, realizadas em 18 de julho, com 52,57% dos votos.

"Apesar de um certo número de irregularidades, o Conselho Constitucional e outros observadores julgaram que as eleições presidenciais refletiram a vontade geral do povo mauritano", acrescentou a delegação diplomática.

Além disso, destacou que o Acordo de Dacar, alcançado em junho entre as autoridades golpistas e a oposição, "foi a base para a restituição da ordem constitucional no país, e ofereceu ao povo mauritano a possibilidade de escolher seu próprio líder".

Por outro lado, os EUA pediram a Abdelaziz, assim como a todos os dirigentes políticos da Mauritânia, "para trabalhar juntos de forma construtiva e respeitosa, dentro do interesse de seu povo".

As eleições foram contestadas pelo terceiro candidato mais votado no pleito, Ahmed Ould Dadah, que não aceitou o resultado do Conselho Constitucional, enquanto outros dois candidatos derrotados, Messaoud Ould Bulkheir e Ely Ould Mohammed Vall, rejeitaram os resultados a princípio, mas agora mantêm silêncio. EFE mo-er/an

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