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EUA expressam inquietações sobre relatório da ONU sobre Gaza

Nações Unidas, 17 set (EFE).- Os Estados Unidos expressaram hoje suas sérias inquietações sobre s recomendações do relatório da ONU sobre a ofensiva israelense no começo do ano contra Gaza, no qual acusa o Exército israelense e o movimento islamita Hamas de cometerem crimes de guerra.

EFE |

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, indicou que seu país ainda está revisando "minuciosamente" o documento elaborado por um comitê liderado pelo jurista sul-africano Richard Goldstone, mas antecipou que foram encontrados reparos nas atuações que sugere em suas conclusões.

"Temos sérias inquietações sobre muitas das recomendações do relatório, e acreditamos que o lugar apropriado para ser analisado é no Conselho de Direitos Humanos", indicou a diplomata americana, em referência aos que defendem que as ações contra os dois lados devem ser adotadas pelo Conselho de Segurança.

O relatório pede ao principal órgão das Nações Unidas que obrigue Israel e as autoridades palestinas a lançar investigações e processar judicialmente os responsáveis de por ações criminosas.

Caso os dois lados descumpram o mandato do órgão principal, este deveria enviar o caso à promotoria do Tribunal Penal Internacional, segundo o comitê.

Rice reiterou que a "firme opinião" de Washington é que o relatório deve ser enviado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, que é o órgão que entregou o mandato ao comitê dirigido pelo juiz Goldstone.

Além disso, lembrou que desde O princípio Washington considerou que a missão encarregada ao grupo de especialistas de analisar o conflito de Gaza era "desequilibrada, parcial e inaceitável".

"O que mais importa neste momento é nos centrarmos no futuro", disse a embaixadora, que defendeu a "consolidação do progresso conseguido para retomar as negociações" entre israelenses e palestinos.

O relatório apresentado na terça-feira por Goldstone analisa os 23 dias da ofensiva - entre dezembro e janeiro - que matou aproximadamente 1.400 palestinos, em sua maioria civis, segundo hospitais locais, e ONGs israelenses, palestinas e internacionais.

EFE jju/mh

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