EUA exigirão que moratória de Israel inclua Jerusalém Oriental

Hillary Clinton condiciona ajuda à inclusão do leste da cidade no congelamento da expansão de assentamentos de Israel

EFE |

Os Estados Unidos exigirão de Israel que a nova moratória à construção nas colônias judaicas inclua Jerusalém Oriental, o que poderia impedir sua aprovação em votação pelo Conselho de Ministros de Israel.

Ao citar fontes oficiais americanas, nesta quinta-feira o jornal israelense Haaretz publicou que o pacote de incentivos que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ofereceu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, só poderá ser concedido se a nova paralisação de três meses nas construções incluir Jerusalém Oriental.

O partido ultraortodoxo Shas, cujo voto define a aprovação da medida no gabinete, havia exigido de Washington garantias por escrito de que a moratória não incluiria Jerusalém Oriental, advertindo que, caso não fossem feitas, votaria contra a proposta.

"Se o pacto da moratória for aceito, continuaremos pressionando para que haja um congelamento discreto em Jerusalém Oriental durante os 90 dias, além do combinado que Bibi (Netanyahu) está apresentando agora ao Shas", afirma a fonte do jornal.

O Shas teria recebido garantias do ministro da Defesa, Ehud Barak, de que, caso apoie a moratória, seria aprovada a construção de centenas de apartamentos na Cisjordânia, sobretudo nas comunidades ultraortodoxas, após o prazo de três meses firmado com os EUA.

Capital

Israel defende que pode construir em Jerusalém Oriental, pois considera que é parte integral de sua capital, mas a comunidade internacional considera que essa área da cidade é território palestino ocupado no qual a potência ocupante não pode construir nem alojar sua população.

O governo Obama tenta retomar o diálogo de paz entre palestinos e israelenses, que começou no dia 2 de setembro e foi interrompido 25 dias depois, quando expirou a moratória parcial à colonização na Cisjordânia.

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