EUA exigem libertação de Suu Kyi e outros presos políticos de Mianmar

Cingapura - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, exigiu hoje que a Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) liberte imediatamente a líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e os demais presos políticos do país.

EFE |

"Queremos ver mudanças em Mianmar, o povo birmanês merece", acrescentou Gates durante um pronunciamento na conferência asiática de segurança realizada em Cingapura.

Suu Kyi foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

A detenção e o julgamento da Nobel da Paz de 1991 ocorrem poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar nadando o lago Inya e não poderia retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa.

O chefe do Pentágono qualificou Mianmar de "exceção à evolução positiva de quase todos os países asiáticos", e pediu ao regime birmanês que deixe o isolamento e abrace a democracia.

Gates assinalou que há um ano a Junta Militar foi responsável por "dezenas de milhares de mortes" por impedir a entrada de ajuda humanitária internacional para as vítimas do ciclone "Nargis", que arrasou o delta do rio Irrawaddy e matou cerca de 140 mil pessoas.

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