EUA exige que Mianmar cumpra sanções contra Pyongyang

Phuket (Tailândia), 23 jul (EFE).- Os Estados Unidos pediram hoje à Junta Militar de Mianmar para que cumpra com rigor a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Coreia do Norte, país com o qual os generais birmaneses estreitaram a cooperação militar.

EFE |

Os EUA fizeram tal recomendação a Mianmar durante o fórum asiático de segurança realizado na ilha tailandesa de Phuket, durante uma reunião entre uma delegação americana e outra birmanesa.

Neste encontro, os americanos expuseram a Mianmar que a adoção de uma política construtiva por parte de Washington dependerá dos passos dos generais neste sentido e do resultado do julgamento contra a líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, por violar as condições da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, segundo fontes da delegação dos EUA.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que lidera a delegação enviada a Tailândia, mas que não participou da reunião, advertiu na terça-feira que a crescente cooperação militar entre Coreia do Norte e Mianmar pode se transformar em uma ameaça para a estabilidade do Sudeste Asiático.

Os militares birmaneses constroem com a ajuda de Pyongyang uma extensa rede de túneis blindados e refúgios com fins militares em várias áreas do país, segundo imagens e documentos que vazaram recentemente para a imprensa estrangeira.

Estas gigantescas obras de engenharia em Mianmar, uma das nações mais pobres da Ásia, alimentaram as suspeitas de que o regime norte-coreano planeja fornecer tecnologia nuclear aos generais birmaneses.

A relação entre os Governos norte-coreano e birmanês veio a público em julho de 2003 por causa da chegada a Mianmar de pelo menos 20 técnicos enviados pela Coreia do Norte.

Em 1983, Mianmar rompeu as relações diplomáticas com Pyongyang após atribuir a comandos norte-coreanos o atentado a bomba ocorrido durante a visita oficial do então presidente da Coreia do Sul, Chun Doo-Hwan. Em abril de 2007, os dois países normalizaram suas relações diplomáticas. EFE mfr/bba

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