EUA estudam proteção de funcionários no Iraque após saída da Blackwater

Washington, 29 jan (EFE).- O Governo dos Estados Unidos analisa várias opções para garantir a proteção dos funcionários que atuam no Iraque, depois que as autoridades iraquianas rejeitaram renovar a permissão da empresa de segurança privada Blackwater no país.

EFE |

Em 23 de janeiro, o Executivo iraquiano comunicou de sua decisão ao Governo dos Estados Unidos, disse hoje em entrevista coletiva o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood.

"Obviamente, estivemos analisando planos de contingência, mas apenas em 23 de janeiro o Ministério do Interior iraquiano informou à embaixada em Bagdá que não aprovará a solicitação da Blackwater de continuar operando no país", informou Wood.

A recusa do Iraque em renovar a permissão da companhia não causou surpresa em Washington, já que o Inspetor Geral do Departamento de Estado tinha advertido da possibilidade em um dos dois relatórios elaborados sobre a gestão dos contratos de segurança privada no país árabe.

O Governo americano exigirá à Blackwater, com sede na Carolina do Norte, que "cumpra a lei iraquiana", acrescentou o porta-voz.

"Estamos avaliando as implicações que a decisão do Iraque tem para nós. Estamos tentando definir como prosseguiremos", acrescentou Wood.

A saída da empresa do país, porém, não significa que os EUA deixarão de proteger seus funcionários no Iraque.

"Quero deixar muito claro que faremos tudo o que for necessário para garantir que nossos funcionários tenham a segurança da qual precisam", afirmou o porta-voz.

Os EUA possuem três empresas de segurança privada no Iraque: Triple Canopy, DYNCorp e Blackwater, sob um contrato avaliado em quase US$ 2 bilhões conquistado pelo Governo em 2005.

Desde então, a Blackwater se viu envolvida em diversos incidentes no Iraque, entre eles um ocorrido em setembro de 2007, quando um grupo de agentes atirou em civis que estavam em uma praça, matando 17 e ferindo 27 pessoas. EFE cae/db

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