EUA estudam dar status de proteção temporária a haitianos

Washington, 14 jan (EFE).- O Governo americano disse hoje que estuda conceder o status de proteção temporária (TPS) aos milhares de haitianos que vivem nos Estados Unidos, para ajudar na reconstrução do país caribenho.

EFE |

O TPS é um benefício concedido por Washington por tempo limitado a pessoas que fogem de conflitos armados e desastres naturais. Os EUA já tinham aplicado a medida no caso de países da América Central que enfrentaram furacões e terremotos.

A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, anunciou na quarta-feira a suspensão das deportações de haitianos.

O porta-voz do Departamento de Segurança Nacional (DHS), Matt Chandler, disse à Agência Efe que o TPS está na categoria de opções consideradas em casos de desastres.

"No entanto, nosso enfoque continua sendo o de salvar vidas", sublinhou.

Chandler não explicou se, ao final, o Governo dos EUA dará o TPS a uma parte dos mais de 500 mil haitianos que vivem em território americano.

A maioria dos haitianos se encontra nos EUA de forma legal, mas com um TPS os imigrantes irregulares teriam acesso a permissões de trabalho e estadia oficial no país.

Em 2007, os haitianos enviaram cerca de US$ 1,83 bilhão em remessas ao Haiti, a maioria delas provenientes dos EUA.

As remessas compõem cerca de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) do Haiti, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE mp/rr

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