EUA estão pessimistas sobre possibilidade de Irã aceitar proposta

Roma, 12 jun (EFE).- A Casa Branca expressou hoje poucas esperanças de que o Irã aceite o conjunto de incentivos que o Grupo dos Seis, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China) e Alemanha, lhe apresentará para renunciar a seu programa nuclear.

EFE |

O presidente dos EUA, George W. Bush, abordou hoje o programa iraniano, entre outros assuntos, com as autoridades italianas, com as quais se reuniu hoje em Roma dentro de uma viagem pela Europa.

Bush, recebido hoje no Palácio do Quirinale pelo presidente do país, Giorgio Napolitano, conversará com seu velho amigo Silvio Berlusconi (primeiro-ministro) e tentará persuadir seus aliados europeus a apoiarem sanções mais duras contra o Irã tanto sob o guarda-chuva da ONU como dentro da União Européia (UE).

Segundo explicação dada hoje pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, existem poucas possibilidades de que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, aceite o conjunto de incentivos que será apresentado a ele na próxima semana pelo Grupo dos Seis.

"Ahmadinejad já descartou aceitar esta oferta, se isto acontecer estamos dispostos a continuar o esforço para endurecer as sanções através da ONU", afirmou hoje Hadley.

Durante suas reuniões, Bush analisa hoje com as autoridades italianas a possibilidade de que a Itália, o maior parceiro comercial do Irã, se junte ao Grupo dos Seis, embora até o momento não tenha tomado uma decisão, acrescentou o conselheiro de Segurança Nacional.

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, em entrevista coletiva, o presidente americano está em uma "posição de escuta", mas até o momento não tomou uma decisão.

Para entrar no grupo, a Itália, explicou Hadley, deve estar preparada para, em um determinado momento, fazer caso omisso de seus interesses comerciais e tomar "duras decisões de segurança nacional".

A pergunta, acrescentou o alto funcionário, é "se compartilhamos um compromisso comum para a estratégia atual de incentivos e sanções e estamos dispostos a apoiar esta estratégia mais do que nossos compromissos comerciais".

Até o momento, a França expressou seu apoio às aspirações italianas, mas a Alemanha é partidária de manter o formato como está.

O programa nuclear iraniano foi o principal assunto da viagem européia de Bush, que já abordou a questão com a chanceler alemã, Angela Merkel, na última terça nos arredores de Berlim e com os principais líderes europeus na Cúpula União Européia (UE)-Estados Unidos na segunda-feira em Brdo (Eslovênia). EFE mv/fal

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