A economia americana está em recessão desde dezembro de 2007, segundo análise do NBER (Departamento Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês), um dos principais órgãos de pesquisas econômicas dos Estados Unidos. Apesar de ser um instituto privado, a avaliação do NBER é geralmente aceita como um veredicto oficial que determina se o país está ou não em recessão.

Para o comitê do NBER, que complia dados ligados a ciclos econômicos, a atual recessão já dura mais de 12 meses, e é a terceira mais longa que os Estados Unidos já enfrentaram desde a Grande Depressão da década de 1930.

O órgão não obedece o critério adotado pela maior parte dos economistas de caracterizar como recessão períodos de dois trimestres seguidos de declínio econômico.

Para o NBER, "uma recessão constitui um declínio considerável da atividade econômica em diferentes setores da economia por um longo período e que pode ser visto normalmente em setores como produção, empregos, salários e outros indicadores".

Segundo o instituto, uma recessão tem início quando a economia atinge o ápice de sua atividade e deixa de crescer, uma fase que o NBER identifica ter sido alcançada pela economia do país em dezembro de 2007.

O órgão diz ter observado "dezembro de 2007 como o mês de pico, após determinar que o declínio da atividade econômica registrado em seguida foi longo o suficiente para ser caracterizado como uma recessão".

O NBER foi criado em 1920 e publicou o seu primeiro relatório sobre os ciclos econômicos em 1929.

De acordo com o instituto, a recessão atual já é mais longa do que as de 2001 e de 1990, que tiveram duração de oito meses cada uma.

O NBER afirma não ter uma estimativa sobre o período de tempo que a recessão na economia americana poderá durar.

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