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EUA estão dispostos a conceder ajuda a desabrigados de Gustav em Cuba

Washington, 4 set (EFE) - Os Estados Unidos disseram hoje que estão dispostos a permitir o envio de ajuda humanitária para os desabrigados pelo furacão Gustav em Cuba, mas apenas através de ONGs. O Governo dos EUA informou ao Executivo cubano que estamos preparados para fornecer assistência humanitária imediata aos cidadãos cubanos atingidos pelo furacão Gustav, disse à Agência Efe Sara Mangiaracina, uma porta-voz do Departamento de Estado americano. Também oferecemos enviar uma equipe de avaliação a Cuba para ajudar a determinar o nível das necessidades humanitárias, acrescentou a porta-voz, que não pôde precisar quando foi a última vez que os EUA expressaram solidariedade para com os afetados por desastres naturais na ilha. Washington também ofereceu ajuda humanitária a outras nações caribenhas atingidas pelo furacão Gustav, afirmou Mangiaracina. Outra fonte oficial, que pediu para não ser identificada, afirmou que o país vai trabalhar mediante ONGs apropriadas para entregar provisões de alívio da forma mais rápida e direta possível, para ajudar os cubanos afetados pelo furacão Gustav. No entanto, essa fonte não pôde precisar quais são as organizações com as quais o Governo está disposto a trabalhar. O Governo do presidente americano, George W. Bush, fez esse anúncio em um momento em que tanto a campanha do candidato presidencial democrata, Barack Obama, quanto líderes da comunidade cubano-americana promovem propostas para facilitar...

EFE |

Dan Restrepo, assessor de Obama para a América Latina, declarou hoje à Efe que o senador de Illinois apóia uma proposta impulsionada por um setor da comunidade cubano-americana para acabar, por um mínimo de 90 dias, com as restrições de 2004 que regem o envio de remessas e as viagens de familiares de cubanos à ilha.

Atualmente, as restrições aprovadas pelo Congresso só permitem o envio de US$ 300 a cada três meses e uma visita familiar a cada três anos, lembrou.

Obama disse em comunicado na quarta-feira que o povo cubano necessita "da compaixão e da assistência americana" e, embora tenha se manifestado a favor de manter de pé o embargo, assinalou que "a política fracassada do Governo Bush obstaculiza a ajuda necessária e moral".

Enquanto isso, outra proposta impulsionada por um grupo bipartidário do Congresso dos EUA, entre eles o senador democrata Bob Menéndez e os legisladores republicanos Lincoln e Mario Díaz-Balart, pede para que Washington dê ajuda direta às vítimas do furacão "Gustav" sem modificar as restrições em vigor.

Não é a primeira vez que surgem propostas para ajudar desabrigados em Cuba. Depois da passagem do furacão "Dennis", em 2005, a comunidade cubano-americana não conseguiu posições para tornar possível a ajuda humanitária à ilha.

Geralmente, os EUA enviam equipes de especialistas para avaliar os danos e as necessidades humanitárias no terreno só a pedido do país afetado.

A distribuição e canalização da ajuda humanitária normalmente ficam a cargo da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).

"Gustav", que passou por Cuba no sábado passado com categoria 4, causou numerosos danos na Isla de la Juventud e na província de Pinar del Río, na parte oeste da província de Havana e em Matanzas.

Segundo relatórios preliminares, o ciclone destruiu pelo menos 100 mil casas, milhares de hectares de cultivos e grandes instalações sociais.

O ex-presidente Fidel Castro inclusive chegou a comparar os danos do furacão "Gustav" aos da bomba atômica lançada em 1945 sobre a cidade japonesa de Hiroshima. EFE mp/ab

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