EUA estão abertos a dialogar com Chávez e Morales sobre drogas

Washington, 9 set (EFE).- O chefe da política antidrogas da Casa Branca, Gil Kerlikowske, assegurou hoje que os Estados Unidos estão dispostos a ouvir as propostas do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, sobre o combate ao narcotráfico.

EFE |

"O compromisso estabelecido pelo presidente Obama na Cúpula das Américas deixa muito claro que os EUA querem cooperar com todos os países democráticos do continente", disse hoje Kerlikowske durante a 23ª conferência anual da Corporação Andina de Fomento (CAF).

O "czar" antidrogas de Obama assegurou no fórum que os EUA estariam dispostos a dialogar também sobre uma "potencial cooperação" com Bolívia e Venezuela - países com quem os americanos mantêm diferenças políticas - para combater a produção ilegal e as organizações criminosas.

"O presidente Chávez se opôs reiteradamente às organizações criminosas que se dedicam ao narcotráfico", ressaltou Kerlikowske, que explicou que o narcotráfico continua sendo um problema que gera violência e afeta a sociedade.

"Gostaríamos de ouvir do presidente Chávez suas ideias sobre como EUA e Venezuela podem colaborar para combater o tráfico de drogas", explicou.

No caso da Bolívia, Kerlikowske disse que os EUA gostariam de trabalhar conjuntamente, embora tenha discordado do lema do presidente Morales. ("Sim à coca, não à cocaína").

O funcionário não especificou que passo os EUA estariam dispostos a dar para canalizar essa cooperação e ressaltou que é ao Departamento de Estado que corresponde essa ação.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, inaugurou a conferência junto com o presidente-executivo da CAF, Enrique García, e o presidente do Diálogo Interamericano, Peter Hakim.

A conferência continuará na quinta-feira com a participação, entre outros, do senador americano Richard Lugar, principal republicano no Comitê de Relações Exteriores do Senado, que analisará a situação e os desafios da América Latina. EFE elv/rr

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