EUA espionaram premiê do Iraque, diz jornalista americano

O governo do Iraque disse que vai pedir uma explicação ao governo americano depois de notícias de que os Estados Unidos espionaram o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. O porta-voz do governo iraquiano, Ali al-Dabbagh, disse que, se isto for verdade, vai refletir uma falta de confiança, e pode prejudicar as futuras relações com instituições como a CIA (a agência central de inteligência dos Estados Unidos).

BBC Brasil |

As alegações foram feitas em um livro sobre o Iraque, escrito por Bob Woodward, repórter do jornal americano Washington Post, que ficou famoso ao noticiar o caso Watergate na década de 70.

No livro, a ser lançado na segunda-feira, Woodward diz que uma fonte do governo americano afirmou que os Estados Unidos sabem "tudo" o que é dito pelo primeiro-ministro iraquiano.

A Casa Branca se negou a comentar diretamente as alegações.

O livro, The War Within: A Secret White House History 2006-2008 (Dentro da Guerra: a história secreta da Casa Branca, 2006 - 2008, em tradução livre), diz ainda que o aumento da presença militar americana em 2007, que incluiu um contingente extra de quase 30 mil soldados no Iraque, não foi a principal causa da drástica redução na violência no país no último ano.

Woodward diz que isso foi conseguido com o que chamou de técnicas secretas avançadas, que permitiram que os Estados Unidos localizassem e matassem insurgentes importantes e líderes da rede extremista al-Qaeda.

O jornalista não entra em detalhes sobre essas operações, alegando que a Casa Branca pediu a ele que não divulgasse informações específicas por razões de segurança nacional.

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