EUA esperam geração de 95 mil novos empregos por mês em 2010

Washington, 11 fev (EFE).- O número de empregos criados nos Estados Unidos vai superar o de perdidos ainda no primeiro semestre deste ano, segundo um relatório da Casa Branca que prevê a abertura de 95 mil novos postos de trabalho ao longo deste ano.

EFE |

A presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Christina Romer, divulgou hoje o relatório econômico do Presidente, o qual expõe a política econômica do Governo e as previsões para o futuro.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinará hoje o relatório em cerimônia a portas fechadas. Depois, o documento segue para o Congresso.

"Prevemos para 2010 um crescimento médio de 95 mil postos de trabalho por mês", declarou Romer.

Embora os últimos dados do Departamento de Trabalho apontem para uma nova perda de postos de trabalho em janeiro - 20 mil empregos -, o Conselho de Assessores Econômicos calcula que a destruição de postos de trabalho terminará e haverá geração líquida de empregos a partir da primavera no hemisfério Norte (outono no hemisfério Sul).

No entanto, a recuperação será lenta. De acordo com os números da Casa Branca, os níveis de emprego anteriores à crise econômica só serão retomados em 2018, quando a taxa de desemprego cairá para 5,2%.

Para este ano, a percentagem média de desempregados ficará em 10%, segundo os dados apresentados por Romer e já adiantados no projeto de orçamento que Obama apresentou na semana passada no Congresso.

Em janeiro, apesar da destruição líquida de emprego, a taxa de desemprego caiu levemente para 9,7%, contra 10% de dezembro de 2009.

Segundo as previsões do Governo, essa percentagem cairá gradualmente, chegando a 8,2% em 2012.

Em 2018, essa cifra terá caído para 5,2%, nível no qual se manteria até 2020, o último ano incluído no relatório.

Em 2006, em pleno período de expansão da economia nos EUA e antes da explosão da bolha imobiliária, o índice de desemprego era de 4,6%.

Quando Obama chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009, a economia americana perdia 700 mil postos de trabalho por mês e estava imersa em sua crise mais profunda desde a grande depressão, lembrou Romer.

"Os desafios econômicos encarados pela nação quando o presidente Obama iniciou sua gestão estiveram entre os maiores de nossa história", assinalou.

O relatório considera "um sucesso" o plano de estímulo econômico implantado por Obama há um ano, que alocou US$ 787 bilhões em programas para o Governo federal, os Governos estaduais e locais, além de iniciativas de promoção do emprego.

Segundo a Casa Branca, esse programa ajudou a preservar ou criar quase dois milhões de empregos.

De acordo com os números revistos pelo Departamento de Trabalho, desde que a recessão começou em dezembro de 2007, a economia dos EUA perdeu mais de 8,4 milhões de postos de trabalho, mas o ritmo de destruição de empregos diminuiu nos últimos meses.

O relatório prevê que a economia dos EUA crescerá este ano a uma taxa média de 2,5%.

Após quatro trimestres consecutivos de contração, a economia americana voltou a crescer no terceiro trimestre do ano passado.

Segundo o relatório, dada a intensidade da crise econômica, "ainda estamos longe de uma completa recuperação e ainda restam desafios importantes".

"Milhões de americanos precisam de emprego, ainda há muito por fazer para devolver saúde à economia do país. Será necessário um crescimento sustentado e firme do Produto Interno Bruto (PIB)" para poder recuperar os níveis de emprego prévios à crise, diz o estudo.

Obama assegurou que a economia e o crescimento do emprego serão suas prioridades ao longo deste ano. Para estimular as contratações, o presidente americano anunciou incentivos fiscais às empresas que criarem novos postos de trabalho, entre outras medidas.

O presidente americano reivindicou do Congresso uma lei para a criação de empregos, medida atrasada pelas tempestades de neve que caíram sobre Washington na última semana e que se juntarão às férias no Capitólio na semana que vem. EFE mv/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG