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EUA esperam da Colômbia todo o conteúdo de computadores de Raúl Reyes

Bogotá, 12 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos espera que a Colômbia lhe dê acesso total aos computadores do líder guerrilheiro Raúl Reyes, disse o embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, em entrevista publicada hoje.

EFE |

O embaixador afirmou ao jornal "El Espectador" que não vê nenhuma razão para que a cooperação "muito ampla e profunda" existente entre as autoridades dos dois países não seja aplicada pelas autoridades colombianas no caso destes arquivos.

Os computadores, três no total, foram confiscados por militares colombianos que participaram em primeiro de março de uma operação contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, ação que tirou a vida do número dois desta organização, Luis Edgar Devia, o "Raúl Reyes", e de outras 25 pessoas.

"Qualquer acesso que nós temos aos computadores é por cortesia e com a permissão do Governo da Colômbia", declarou Brownfield.

"Fazemos regularmente troca de informação, de documentação e de inteligência, pois compartilhamos até certo ponto os mesmos objetivos e confrontamos as mesmas ameaças no campo do terrorismo e da droga ilegal", declarou.

Brownfield falou do assunto faltando três dias para que a Interpol (Polícia internacional) ofereça em Bogotá um relatório público sobre a autenticidade dos computadores de "Raúl Reyes" e seu conteúdo.

A tarefa da Interpol foi solicitada pelo Governo do presidente Álvaro Uribe pouco depois do bombardeio contra o acampamento das Farc no Equador.

Vários arquivos supostamente extraídos dos computadores confiscados foram antecipados desde então para a imprensa no país e para o exterior, e mostram supostas ligações dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa, com as Farc.

Os dois governantes negaram a veracidade desta informação.

"Caso a Interpol ofereça uma comprovação do conteúdo dos computadores, o Governo da Colômbia terá algumas opções que não tem neste momento", declarou o embaixador.

Brownfield não informou de que opções são estas, mas afirmou que "no final" todos os países do hemisfério terão que examinar o conteúdo dos computadores "de uma forma transparente".

"O importante é que cada Governo, cada organização, cada pessoa no mundo possa oferecer sua opinião", declarou o diplomata, para quem alguns poderão criticar o conteúdo e outros "tirar conclusões muito específicas". EFE jgh/fal

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