Washington, 8 mai (EFE).- Desde a invasão do Iraque em 2003 os Estados Unidos enviaram para regiões de conflito neste país e no Afeganistão mais de 23 mil soldados que, do ponto de vista médico, não eram aptos para o combate, afirmou hoje o jornal USA Today.

A publicação, que citou documentos e registros do Pentágono como sua fonte de informação, afirma que "o uso de soldados que, por razões médicas, não eram aptos para o envio (para zonas de combate) é outro sinal da tensão que atinge as forças armadas".

Desde o início de sua "guerra global contra o terrorismo" em setembro de 2001, os EUA enviaram mais de 1,6 milhão de homens e mulheres a Iraque, Afeganistão e outras operações de combate.

O número de soldados que não eram aptos para serem enviados para conflitos por razões médicas surge das avaliações realizadas em cada guarnição militar antes de os militarem serem despachados para as áreas de conflito.

"Segundo estas estatísticas o número de soldados que os médicos consideraram não aptos, mas que foram enviados a Afeganistão ou Iraque, oscilou de 10.854 em 2003, para 5,397 em 2005 e 9.140 em 2007", acrescenta o artigo.

"O Pentágono não indica quais foram as condições de saúde, ou quão graves foram, ou se foram corrigidas antes do envio dos soldados", afirmou o jornal citando Michael Kilpatrick, subdiretor do programa de Saúde, Preparo e Proteção de Forças do Pentágono. EFE jab/fal

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