EUA enviam soldados para garantir chegada de ajuda a haitianos

Washington, 19 jan (EFE).- Os Estados Unidos disponibilizaram hoje centenas de soldados para Porto Príncipe e as imediações da capital do Haiti, incluindo um grupo que aterrissou no palácio presidencial, para garantir a segurança nos pontos de distribuição de ajuda e nos hospitais.

EFE |

"Queremos agilizar a assistência humanitária nos pontos de distribuição e mantê-los abastecidos e seguros 24 horas por dia, sete dias por semana", disse em coletiva de imprensa o general Daniel Allyn, segundo no comando das operações militares dos EUA no Haiti.

Cerca de 20 helicópteros Black Hawk levaram até a área do palácio presidencial, parcialmente destruído pelo terremoto da semana passado, membros da 82ª Divisão Aerotransportada.

Os soldados avançaram com as armas regulares e com provisões para o Hospital Geral de Porto Príncipe. Allyn disse que há, além disso, um ponto de distribuição de provisões nas cercanias do palácio que os soldados protegerão.

O general explicou que os militares americanos darão segurança em "instalações-chave que excedam a capacidade ou o alcance das forças da ONU".

Os EUA esclareceram que suas forças não patrulharão as ruas e que acreditam que os capacetes azuis enviados ao Haiti e a Polícia do próprio país têm capacidade de responder aos casos de violência registrados até agora.

Da mesma forma, em coletiva de imprensa mais cedo em Porto Príncipe, o general brasileiro Floriano Peixoto, que dirige as tropas da ONU no Haiti, disse que as forças dos EUA e as que chegarão em breve do Canadá não farão trabalhos policiais.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE cma/rr

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