EUA enviam navio para limpar porto após novo tremor no Haiti

Washington, 20 jan (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, ordenou hoje o envio ao Haiti de uma embarcação especializada em limpeza de portos, informou a agência de notícias das Forças Armadas.

EFE |

A decisão de mandar um novo navio à nação caribenha foi tomada depois que um tremor de 6 graus na escala Richter sacudiu o país na manhã desta quarta-feira.

Gates, que está de visita à Índia, ordenou que uma unidade naval equipada com guindastes e outros equipamentos pesados siga para Porto Príncipe para limpar o porto local e permitir que o espaço volte a funcionar em uma ou duas semanas.

Os EUA já mobilizaram cerca de 12 mil militares das Forças Armadas para ajudar no socorro às vítimas do terremoto no Haiti.

Washington também já enviou ao Haiti cerca de dez navios.

"Consideramos uma variedade de recursos e equipamentos", destacou Gates, segundo quem também são buscadas "alternativas para o envio e a distribuição de alimentos e outros mantimentos".

O funcionário ressaltou que o acesso a Porto Príncipe continua difícil, mas que espera que mais rotas sejam abertas nos próximos dois dias para que o escoamento da assistência por caminhões seja facilitado.

"Não é possível atender às necessidades de 2 milhões de pessoas usando helicópteros", acrescentou.

O chefe do Pentágono acrescentou que a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), o Governo haitiano e os comandantes militares americanos "estabeleceram uma boa relação de trabalho em termos de prioridades".

"A cada hora que passa, a cada dia, mais forças e navios americanos chegam à região", comentou.

O grande terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE jab/sc

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