EUA enviam 12 prisioneiros de Guantánamo a países de origem

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou neste domingo que 12 prisioneiros que estavam no centro de detenção americano da Baía de Guantánamo, em Cuba, foram transferidos para o Afeganistão, o Iêmen e a região da Somalilândia, no norte da Somália. Os detentos - seis iemenitas, quatro afegãos e dois somalis - foram enviados para seus países no fim de semana.

BBC Brasil |

"Essas transferências foram feitas por meio de acordos individuais entre os Estados Unidos e autoridades estrangeiras para assegurar que ocorram sob medidas de segurança apropriadas", disse um comunicado do Departamento de Justiça.

Um dos prisioneiros transferidos, o somali Mohamed Suleiman Barre, disse à BBC que ficou oito anos preso em Guantánamo, após ter sido detido no Paquistão.

Barre disse que, após ser preso no Paquistão, foi primeiramente enviado a uma base no Afeganistão, onde afirma ter sido torturado, e depois transferido para Guantánamo. Até hoje não há acusação formal contra ele.

Os Estados Unidos pretendem enviar 116 detentos de Guantánamo de volta para casa ou para outros países que aceitem recebê-los.

Fechamento
O presidente Barack Obama havia prometido fechar a prisão em Guantánamo no prazo de um ano após assumir o governo, em janeiro. No entanto, no mês passado ele já admitiu que não vai conseguir cumprir esse prazo.

Na semana passada, Obama ordenou que o governo americano compre a prisão de Thompson, no Estado de Illinois, para receber prisioneiros de Guantánamo.

Cerca de metade dos 198 prisioneiros que ainda estão em Guantánamo são iemenitas, mas autoridades temem que eles possam voltar a integrar grupos militantes caso sejam enviados de volta ao país de origem.

Na semana passada, o jornal americano The Washington Post publicou uma reportagem em que afirma que as transferências dos prisioneiros iemenitas foram resultado de meses de negociações de alto nível entre Washington e o governo do Iêmen.

Segundo o jornal, caso essa transferência corra bem, os Estados Unidos pretendem repatriar outros prisioneiros iemenitas.

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