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EUA envia diplomata ao Congo para tentar frear combates

Washington, 29 out (EFE).- Os Estados Unidos enviaram sua máxima responsável para a África, Jendayi Frazer, à República Democrática do Congo (RDC) para efetuar gestões diplomáticas a fim de tentar frear a violência desencadeada pela ofensiva rebelde.

EFE |

A secretária de Estado adjunta para Assuntos Africanos estará amanhã em Kinshasa, capital da RDC, "para efetuar gestões políticas e diplomáticas", e falar com os líderes do país, explicou hoje o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, em sua entrevista coletiva diária.

Frazer também abordará o conflito com as autoridades ruandesas, que a RDC acusa de apoiar as tropas rebeldes lideradas pelo general descrente Laurent Nkunda, da etnia tutsi.

A enviada especial dos EUA ao Congo não prevê falar com representantes dos rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) sobre os combates nos arredores da cidade de Goma entre forças governamentais e as tropas de Nkunda.

"Estamos trabalhando para, o melhor que possamos, minimizar ou acalmar as tensões, trabalhar no lado político e apoiar a ONU (através de sua missão no congo) para mobilizar mais tropas no país e proporcionar mais capacidade" para atuar, assinalou o porta-voz.

"A violência no leste do país nos preocupa profundamente", disse McCormack, que em anteriores declarações pediu a todas as partes que respeitem o processo de paz assinado em Goma e o comunicado de Nairóbi e que renunciem, como conseqüência, ao uso das armas.

Em comunicado ontem, pediu, além disso, ao CNDP e ao seu chefe Nkunda que retomem o diálogo com o Governo democraticamente eleito da RDC, abstenham-se de empregar a violência, retifiquem sua chamada anterior de revolução aberta contra o Executivo e voltem a suas posições prévias a 28 de agosto.

Por último, pediu às Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR), uma das milícias presentes no leste do Congo, a que renuncie às armas e se desmobilize.

Os rebeldes continuaram hoje seus confrontos com as forças do Governo congolês nas povoações de Kibumba e Rutshuru, na entrada de Goma, capital da província de Kivu Norte.

A situação humanitária nas províncias do leste do Congo é crítica, dado que a violência deixou sem lar dezenas de milhares de cidadãos.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) estima em 45 mil o número de pessoas que abandonaram dois acampamentos em Kibati, a 10 quilômetros de Goma.

Além disso, mais de 1 mil congoleses fugiram à vizinha Uganda nas últimas 24 horas e outras centenas esperam poder atravessar a fronteira para escapar do conflito, indicou o organismo. EFE cai/jp

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