EUA entregam ao Iraque controle de província sunita

O Exército americano entregou o controle da província de Anbar, no oeste do país, às autoridades iraquianas durante uma cerimônia na cidade de Ramadi, capital da província, nesta segunda-feira. Um forte esquema de segurança foi instalado na cidade para a entrega do controle da província - em que 95% da população é sunita.

BBC Brasil |

Com a transferência de Anbar, os iraquianos passarão a controlar 11 das 18 províncias do país.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Mike Sergeant, a transferência do controle de Anbar - a maior província do país - representa um marco para os militares americanos no Iraque.

Transformação

Anbar foi o centro da insurgência sunita contra os americanos depois da queda de Saddam Hussein, em 2003, e uma das regiões mais violentas do Iraque.

Mais de um quarto dos soldados americanos mortos no Iraque morreram na província. Algumas cidades, como Ramadi e Fallujah, faziam parte do que ficou conhecido como o "triângulo da morte" ao sul de Bagdá.

A província começou um processo de transformação significativo a partir de 2006, quando grupos rebeldes passaram a se aliar à luta dos americanos contra a rede Al-Qaeda.

Líderes sunitas, financiados pelos EUA, formaram os chamados "Conselhos da Salvação" - grupos que lutam contra a Al-Qaeda e representam uma força militar e política no país.

Segundo o correspondente da BBC, há uma grande preocupação sobre a capacidade desses grupos em trabalhar com o governo do Iraque.

Atualmente, o Exército americano possui 28 mil soldados em Anbar, comparados com 37 mil instalados na região em fevereiro. Em contrapartida, o número de policiais e soldados iraquianos subiu para 37 mil, comparados com 5 mil presentes na região há três anos.

A entrega do controle de Anbar havia sido adiada diversas vezes. Inicialmente, a transferência estava marcada para março e depois postergada para junho e novamente adiada para setembro.

As autoridades americanas alegaram que o atraso em junho foi provocado por uma tempestade de areia e o adiamento em julho teria sido conseqüência de um desentendimento entre o governador da província e o governo em Bagdá sobre o controle das forças de segurança.

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