EUA entraram em nova era de multilateralismo, afirma Obama na ONU

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez sua estreia nesta quarta-feira na Assembleia Geral da ONU em um discurso que pediu ao mundo que assuma suas responsabilidades e atue em conjunto com os Estados Unidos ante os desafios globais. Os EUA entraram em uma nova era de multilateralismo, afirmou.

Redação com agências internacionais |

Em seu discurso Obama disse aos líderes reunidos na ONU que vai trabalhar em quatro pilares necessários para assegurar um futuro promissor: o desarmamento nuclear, a promoção da paz e da segurança, a preservação do planeta, e uma economia global que oferece oportunidade para todas as pessoas.

Obama afirmou que esses pilares devem ser "o princípio orientador da cooperação internacional"."Os que costumam repreender os Estados Unidos por atuar sozinho no mundo não podem agora ficar à margem e esperar que os Estados Unidos resolvam sozinhos os problemas mundiais", afirmou Obama.


Barack Obama discursa na ONU / AFP

"É tempo de que cada um de nós assuma sua responsabilidade na resposta global aos desafios mundiais", completou.

Em seu primeiro discurso na Assembleia da ONU desde que assumiu a presidência em janeiro, Obama também lembrou os desafios mundiais, desde o derretimento das calotas polares até a proliferação nuclear, passando pelos extremistas que espalham o terror em algumas partes do mundo.

"Digo isto não para espalhar o medo, e sim para expor um fato: o tamanho de nossos desafios é superior ao alcance de nossas ações".

Armas nucleares

Obama acrescentou que vai buscar um novo acordo com a Rússia para a redução de armas nucleares e disse que os países que se recusarem a cumprir as determinações do tratado de não proliferação de armas nucleares devem sofrer consequências.

Obama disse que os próximos 12 meses serão fundamentais nos esforços para fortalecer as medidas contra as armas nucleares e prometeu lutar por um mundo sem elas.

O presidente dos EUA disse ainda que está comprometido com a diplomacia com o Irã e a Coreia do Norte, mas que as duas nações devem ser detidas se decidirem pela opção das armas nucleares.

"Estou comprometido com a diplomacia que abre um caminho para a maior prosperidade e uma paz mais segura para as duas nações se elas cumprirem suas obrigações", disse ele.

Mas se os governos do Irã e da Coreia do Norte "assumirem os riscos da corrida pelas armas nucleares" tanto na Ásia como no Oriente Médio, "então eles devem ser impedidos", acrescentou.

Assentamentos na Cisjordânia

O presidente Barack Obama disse também que os Estados Unidos não consideram legítima a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia. "Continuamos enfatizando que os Estados Unidos não aceitam a legitimidade da continuação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia".

A afirmação de Obama acontece no dia seguinte ao encontro em que pressionou os dirigentes israelense e palestino e expressou sua impaciência, embora não tenha conseguido convencê-los a voltar à mesa das negociações.

"Acabou-se o tempo de simplesmente iniciar negociações, chegou a hora de avançar, de mostrar flexibilidade, bom senso e o espírito de consenso necessário para atingir nossos objetivos. As negociações sobre o estatuto permanente devem começar, e devem começar rapidamente", declarou Obama.

Acordo climático

Em sua estreia na ONU, Obama disse que chegaram ao fim os dias em que seu país emperrava a luta contra as mudanças climáticas. Obama se comprometeu a promover a energia renovável e compartilhar tecnologia "verde" com os demais países do mundo.

"Nós vamos pressionar por maiores cortes nas emissões (de gases causadores do efeito estufa) para alcançar os objetivos que estabelecemos para 2020 e finalmente 2050", disse.

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