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EUA encaram Cúpula das Américas com espírito de igualdade

Washington, 12 mar (EFE).- Os Estados Unidos encaram a 5ª Cúpula das Américas, que acontece em abril, como uma oportunidade para forjar uma nova relação com a América Latina em espírito de igualdade, porque entendem que a região terá um papel fundamental na resposta à crise econômica mundial.

EFE |

O secretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, afirmou hoje que "a crise econômica será o foco principal desse encontro".

Segundo Shannon, que disse que Washington depositou muitas esperanças na cúpula, os EUA não pretendem estabelecer políticas, mas querem "ajudar a desenvolver essas políticas".

O secretário de Estado adjunto participou de uma sessão informativa do Diálogo Interamericano junto a Jeff Davidow, assessor da Casa Branca para a Cúpula das Américas.

Ambos coincidiram em que a ideia central do encontro, segundo os EUA, será "desenvolver um diálogo".

Davidow indicou que Obama participará do encontro com um "espírito de igualdade", porque encara a ocasião como "uma oportunidade de se reunir com líderes, trocar ideias e escutar", a partir de uma posição respeitosa.

Já Shannon disse que os Estados Unidos esperam que os outros líderes apresentem suas ideias em um "espírito construtivo de cooperação".

Além disso, altos funcionários descartaram a possibilidade de Obama levar grandes promessas à cúpula.

"Obama não é o Papai Noel, não vai levar um saco cheio de presentes", declarou Davidow, em alusão às expectativas criadas entre os líderes latino-americanos que querem estabelecer um primeiro contato com o governante americano.

O grande assunto que os Estados Unidos querem abordar é a crise econômica, uma questão suficientemente grave para deixar os demais em segundo plano, de acordo com os altos funcionários.

O encontro de Trinidad e Tobago acontecerá apenas 15 dias depois da Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes), em Londres, para tratar medidas contra a crise global, lembrou Shannon, e buscará ampliar e iniciar os resultados que alcançados nesse encontro.

"A América Latina desempenhará um importante papel na criação da resposta global à crise", afirmou.

Shannon disse ainda que os EUA "querem abordar os problemas econômicos de maneira pragmática e que produza resultados".

Um dos objetivos americanos será buscar uma maneira de fazer com que os países mais vulneráveis à crise não sofram, e colaborar com as instituições financeiras internacionais para que essas nações possam ter os créditos necessários para poder realizar seus próprios planos de estímulo econômico, explicou.

Os Estados Unidos também tentarão estimular a agenda social no continente, a cooperação em favor da justiça social, a igualdade e a luta contra a pobreza.

Também estão entre as metas dos americanos o fortalecimento dos Governos e do processo democrático e da segurança, uma área de especial preocupação em vários países da América Latina.

Além disso, Washington tentará promover uma agenda "verde" de cooperação contra a mudança climática e para maximizar o rendimento energético.

Obama já tinha antecipado sua ideia de forjar uma "aliança energética" para o continente em reunião com o presidente mexicano, Felipe Calderón, antes de sua posse, e esta é uma possibilidade que será estudada na cúpula.

O presidente americano também aproveitará para estabelecer contatos bilaterais com os líderes latino-americanos, ao longo ou até mesmo antes da cúpula.

No próximo sábado, por exemplo, Obama receberá na Casa Branca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem vai preparar a cúpula do G20 e a reunião de Trinidad e Tobago. EFE mv/mh

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