EUA e UE se unem para retomada de negociações entre israelenses e palestinos

Bruxelas, 13 jan (EFE).- Os Estados Unidos e a Uniao Europeia (UE) reiteraram hoje sua unidade na tentativa de que palestinos e israelenses retomem as negociações de paz aproveitando a oportunidade do atual contexto, informaram fontes diplomáticas.

EFE |

O Quarteto para o Oriente Médio, formado por EUA, UE, ONU e Rússia, se reuniu hoje em Bruxelas em nível de enviados para discutir como destravar o processo de paz e as expectativas de retomá-lo em um futuro imediato.

A coordenação internacional para a retomada, principalmente entre europeus e americanos, foi o principal desfecho da discussão, acrescentaram as fontes.

Essa reunião ocorreu com a presença na capital europeia do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, que pediu o apoio comunitário em Bruxelas e Paris antes de retornar ao Oriente Médio no próximo fim de semana, a fim de retomar o processo de paz.

Mitchell falou sobre os esforços de retomada que empreende em Washington, disse a fonte diplomática.

Agora, espera-se uma reunião do Quarteto em nível de ministros de Exteriores, depois que o último encontro deste tipo ocorreu em setembro passado durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, informou uma fonte europeia.

A UE "continua apoiando o esforço dos EUA" com uma posição clara, tanto com um documento de conclusões que aprovou em dezembro passado (e que foi mal amparado por Israel) como com o apoio técnico à criação de um Estado palestino independente, acrescentou.

Esse encontro do Quarteto encerrou dois dias de intensas negociações em Bruxelas, com uma sessão do chamado "grupo de Paris" que segue o cumprimento dos Acordos de Oslo de 1993 e uma reunião entre Mitchell e o ministro espanhol de Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, cujo país exerce a Presidência rotativa da UE.

Ao término de ambas as reuniões, Moratinos assegurou que existia "uma mobilização geral" em nível internacional para que israelenses e palestinos voltem à mesa de negociações após um súbito impasse de mais de um ano.

O enviado americano pediu a Moratinos "uma coordenação" entre a ação diplomática de Washington e da União Europeia, algo que os europeus estão dispostos a oferecer.

Quanto à reunião do "grupo de Paris", insistiu-se no apoio ao programa palestino de consolidação de suas instituições e criação de novas capacidades para prepará-las para um futuro Estado independente.

Estiveram presentes nessa reunião, além de Moratinos e Mitchell, a alta representante da UE, Catherine Ashton, e os ministros de Exteriores da França, Bernard Kouchner, e da Noruega, Jonas Gahr Store, e o enviado do Quarteto para o Oriente Médio, Tony Blair.

A esperança da comunidade internacional é de que as pressões sobre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) por parte de todos, incluindo países árabes como Egito, Jordânia e Arábia Saudita, permitam romper o atual impasse e retomar as negociações.

Blair disse que almeja a retomada das negociações o mais rápido possível e que faria "todo o possível" para apoiar a economia e as instituições palestinas a fim de que possam responder às expectativas de seu povo.

A UE é o principal doador de ajuda institucional e humanitária aos palestinos, com 1 bilhão de euros anuais. EFE rcf/sa

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